São Paulo, 06 de Dezembro de 2016

/ Opinião

O "poste" sem luz
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O alcaide da cidade é uma máquina de desatinos. É verdade que assessorado pelos Tattos, uma verdadeira dinastia na paulistanidade, não conseguiria enxergar muito além de interesses pequenos

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, autointitulado “poste” de Lula, por ter sido eleito sem ter tradição política alguma na capital, primeiro anunciou com estardalhaço o aumento do IPTU paulistano. Provocou, a exemplo do ano anterior, uma chiadeira grossa, tanto entre comerciantes, principalmente os pequenos e médios, como entre os moradores que pagam esse tributo municipal. Como ele é bonzinho, está atendendo ao apelo dos comerciantes e vai reduzir a alíquota do aumento, para mostrar-se generoso, bom ouvinte e amigo dos comerciantes.

De quebra faz média também em cima do anúncio anterior dele mesmo, diminuindo também o percentual de aumento das residências. Em compensação, como também já se fez antes, vai elevar a alíquota do ITBI (Imposto sobre Transmissão de Imóveis) de 2% para 3%. Esse imposto é aquele que você paga quando vende um imóvel.

Obviamente as entidades ligadas aos imóveis já protestaram também. A elevação vai influir negativamente na venda de imóveis. Se eu tivesse um para vender neste momento, buscaria alugá-lo. Três por cento dados de graça para o prefeito fazer política partidária no cargo é muito dinheiro.

Para o “poste” tudo fica perfeito. Faz média com todo mundo, eleva a arrecadação da cidade penalizando quem comete o pecado de ser dono de imóvel e precisa vender, posando de compreensivo e bonzinho.

Cortar gastos públicos inúteis, diminuir a máquina pública, atacar a corrupção e os desvios, isso ninguém faz.

O alcaide da cidade é uma máquina de desatinos. É verdade que assessorado pelos Tattos, uma verdadeira dinastia na paulistanidade, não conseguiria enxergar muito além de interesses pequenos.

Além de estar permitindo a favelização da cidade, de intervenções que tornam o trânsito mais lento, de esquecer de tapar buracos, varrer as ruas, melhorar a iluminação, deixar prosperar as cracolândias pela cidade, ainda agora pretende eliminar empregos, acabando com o cobrador de ônibus em linhas municipais.

O paulistano tem assistido uma ocupação sistemática e organizada dos baixos das pontes e viadutos da cidade. Estão se transformando em favelas, com o apelo ao coração condoído do morador. Colocam cartazes de papelão, em pontos visíveis das áreas irregularmente ocupadas, que os submete à falta de higiene, entre outras, pedindo doação de móveis, alimentos, brinquedos, roupas para a formação da nova favela.  Obrigação poder público se torna uma chantagem emocional sobre a cidade, pois ser a favor da ordem, da lei, é ser desumano ou não gostar de pobres, como a falaciosa propaganda petista tenta marcar.

A prova maior de que se trata de movimento organizado é a padronização das placas pedindo doações. São semelhantes em tamanho, letras, cor, produtos solicitados, em baixos de pontes e viadutos distantes um do outro.

A má gestão de Haddad vai deixar de herança para os paulistanos um dos piores períodos de sua história desenvolvimentista, grandiosa. Vai fazer Celso Pitta ficar parecendo prefeito emérito.

O poste de Lula é um poste sem luz.



Como as ruas demonstraram mais uma vez neste domingo (04/12), a população repudia a corrupção, apoia a operação Lava Jato e responsabiliza a classe política pela situação do País.

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Se não deixarmos nossa miopia política de lado e afastarmos nossos preconceitos de classe, não vamos prosperar numa aliança estratégica e soberana sobre o baixo clero da política

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Pode-se dizer que as novas gerações da atualidade política brasileira são a essência de tudo de mal, ruim e ilegal, que a chamada classe política faz ao Brasil.

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