São Paulo, 27 de Junho de 2017

/ Opinião

O paradoxo Brasil
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O Brasil é unido, mas é enormemente diverso. É uma cultura singular, mas multiforme. É rico, mas é desigual

O Brasil nunca foi um país simples, nem nas suas origens, nem na sua formação e tampouco na sua compreensão.

É um país complexo, nos seus problemas, desafios e soluções.

E se há um testemunho útil de quem nele viveu nos últimos cinqüenta anos é de que, independentemente dos avanços que o País tenha experimentado, não há atalhos para o seu desenvolvimento. 

Temos que amadurecer como sociedade, em nossa organização política  que é o Estado. Temos que aperfeiçoar a nossa representação política, o que só pode acontecer pela Democracia.

E isso significa, dentre muitas coisas, enfrentar e superar nossas contradições, sabendo que para o Brasil, como costuma acontecer com os países grandes, não há queima de etapas.

Elas não são pequenas. O Brasil é unido, mas é enormemente diverso. É uma cultura singular, mas multiforme. É rico, mas é desigual. Tem uma população animada de forte sentimento nacional, mas que ainda não encontrou a sua expressão cívica. 

Todas essas contradições têm que ser levadas em conta no debate sobre os caminhos do Brasil, algumas delas superadas, outras simplesmente assumidas.

Afinal de contas, não chegaremos a lugar nenhum deixando de ser o que somos, nas nossas virtudes e defeitos. 

E é a contradição que caracteriza também este momento crítico da vida nacional.

O desemprego atinge proporções inéditas, mas um consenso político e social faz a reforma trabalhista avançar.

Os índices de aprovação do governo despencam, porém todo mundo sabe, inclusive a oposição, que é com esse governo que o Brasil tem a melhor chance de sair da crise.

A corrupção exsuda por todos os poros do Estado, mas o seu combate segue inexorável com a Operação Lava-Jato que tem o apoio firme da sociedade.

No Congresso Nacional, continuam a ter papel de destaque alguns dos piores nomes da política, mas é através dela que se deliberam as urgentes reformas de que necessita o Brasil.   

Em suma, os brasileiros sabem que têm que trabalhar mais e melhor, a começar o governo, para o País sair da encrenca em que o meteram. 

Ninguém precisa gostar do governo para esperar e exigir que ele faça mais, uma vez que, ele é meio e não fim. 

Como a corrupção no Brasil não é coisa de amador, deixemos os que a praticaram com os juízes que os estão julgando e prendendo: chega de mídia e militância em favor de seu corrupto de estimação. 

E quanto aos políticos, é simples: vigilância e voto, 2018 está aí.  

Por esse caminho talvez seja possível entendermos melhor o que nos tira o sono, resume nossas angústias e exaure nossas energias.

Que domina nossas conversas à mesa, de casa ao trabalho. Que nos apaixona e consome, nos sacrifícios do dia a dia e na alegria dos gramados. Que nos intriga e enternece, na literatura e na História. 

É o Brasil, paradoxo nele mesmo que haverá de ser o que sempre foi.

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As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio

 



Temos de resgatar e reunir as verdadeiras elites sociais brasileiras para a ocupação da cena política e expulsar as organizações criminosas que tomaram conta do Estado brasileiro

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A qualidade de vida dos brasileiros está recuando a níveis do passado, em vez de crescer como os demais países em desenvolvimento

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Somos contra o AR porque prejudica consumidores, famílias, empresas, além de ser sete vezes mais caro do que a carta simples.

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