São Paulo, 28 de Maio de 2017

/ Opinião

O futuro do Brasil também passa pela família
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Nunca a educação, em sua mais ampla compreensão, foi tão importante para o restabelecimento da ordem e do progresso em nossa pátria

Nunca a Oração aos Moços, discurso preparado por Ruy Barbosa para os formandos da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, em 1920, foi tão atual.

O Brasil vive um momento difícil em sua História. Por isso, torna-se importante pensarmos em nossa juventude, cuidando de deixar para eles uma Nação  melhor, digna do que o mundo espera de nós.

Nos últimos anos, o Brasil vem retrocedendo em nossas árduas conquistas como país emergente no cenário do BRIC; deixando de ser a principal opção de investimento internacional, para se transformar em uma região de risco para investidores.

Isto é lamentável! Pouco importa agora, discutir a causa dessa queda. A verdade é que a perda de grau de investimento é real, em prejuízo do país e do futuro das novas gerações.

É preciso, portanto, buscar novamente o rumo certo para o Brasil sair da crise e escapar da armadilha armada pela incompetência de alguns e desinteresse de outros. 

É aí que a instituição da família entra como base social segura. Tão importante para o futuro de nossas crianças, quanto à educação básica, defendida pelos nossos educadores.

A educação familiar torna-se precioso instrumento social na revitalização dos valores éticos e morais necessários para os jovens, que, -em breve -, assumirão os destinos da nação brasileira.

Os maus exemplos deixados pela geração atual, com todos os escândalos de  corrupção surgidos, de falta de ética e civismo e os desmandos de toda sorte, não poderia ser pior exemplo para as futuras gerações.

É preciso que a sociedade reaja, por intermédio da organização familiar, suprindo essa terrível lacuna moral. É preciso cuidar de nossa juventude, procurando elevar os padrões cívicos de nossas crianças, evitando que elas cresçam com informações distorcidas. 

Torna-se fundamental para a família brasileira, representando a grande base social, impedir a perda dos bons costumes, restabelecendo o padrão dos valores éticos, que precisam estar sempre presentes no desenvolvimento da juventude brasileira.

Nunca a educação, em sua mais ampla compreensão, foi tão importante para o restabelecimento da ordem e do progresso em nossa pátria, como tão bem sintetizou Rui Barbosa, com rara felicidade em determinado trecho daquele discurso: “Amar a pátria, estremecer o próximo, guardar a fé em Deus, na verdade e no bem.”

Com proféticas palavras, aquele Mestre desvendou a força da juventude na construção de uma nação livre e forte, convocando-a em sua fala, a participar de sua reconstrução: “... Mãos à obra de nossa reconstituição interior; mãos à obra de reconciliarmos a vida nacional com instituições nacionais. Trabalhai por essa que há de ser a salvação nossa “. 

Dessa maneira, independente das medidas governamentais necessárias para o restabelecimento de nosso quadro econômico e político, a sociedade, por meio da família, precisa cuidar das futuras gerações, não só pelos bons exemplos, como também estimulando nos jovens, um comportamento social digno, para que êles não percam a esperança de um futuro melhor para o Brasil, com ética e civismo.

 



Não se trata de proteger a sonegação fiscal e sim de ajudar as empresas inadimplentes vítimas da recessão a se reequilibrarem, diante da falta de caixa e de crédito

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