São Paulo, 26 de Maio de 2017

/ Opinião

O descaso com a educação no Brasil
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Precisamos exigir uma educação que permita às novas gerações interpretar o que lê, expressar seu pensamento ao escrever e saber fazer conta para não serem enganadas pelos malandros

Certa vez, indagado, o então presidente Prudente de Morais (1894-1898), respondeu que a educação é tão importante que o prédio da escola deveria ser considerado um templo sagrado.

Em recente entrevista para o jornal Folha de S.Paulo, a presidente do movimento “Educação para Todos”, Priscila Cruz afirmou que o maior erro histórico do Brasil era o descaso com a educação.

Estas duas lúcidas afirmações explicam por que o Brasil ainda não chegou a se libertar da “armadilha” que voltamos a cair nestes últimos anos, depois de chegarmos às portas do desenvolvimento.

A falta de uma educação básica de qualidade que ainda impera em boa parte da população brasileira tem impedido que nos libertássemos dos discursos populistas, que mais lembram a política do “pão e circo”  adotada pelos antigos romanos.
                
Cheios de boa fé, acreditamos que a construção de grandes estádios para sediar a Copa do mundo era mais importante que a construção de uma educação libertadora -e assim deixamo-nos enganar por escândalos que quase levaram nossa economia à bancarrota.

Quem sabe a avassaladora derrota de 7x1 para a Alemanha na final da Copa tenha sido a resposta dos céus para que acordássemos da ilusão do circo.

Por outro lado, a pujança do Brasil, que chegara a uma economia de sucesso nos últimos anos, chamando a atenção do mundo, foi destruída por uns poucos oportunistas, sem ética ou amor à pátria, que se aproveitaram da boa fé da maioria da população simples, iludida por falsas promessas, sem perceber que enquanto recebiam migalhas em forma de bolsas, era escandalosamente roubada em milhões, por meio de um projeto criminoso de poder.

Portanto, aproveitemos o momento da dificuldade para despertar da ilusão de uma política cheia de fantasia, implantada por incompetentes e desonestos, que quase levaram  a Nação brasileira à falência, movidos pela má-fé e por uma ideologia falsa digna de malfeitores, infiltrados em nossa política.

A única forma de vencermos esses exploradores e oportunistas será por meio da educação básica de qualidade.

Por isso precisamos exigir uma educação que permita às novas gerações saber interpretar o que lê, expressar seu pensamento quando escreve e saber fazer conta para não serem enganadas pelos malandros.

Aproveitemos o ensejo também para implantar nas escolas, noções de ética e de valores morais para que o amor à pátria e à família triunfem, libertando-nos daqueles que pretendam se servir da política para enriquecimento próprio em vez de servir o Brasil!   

 



Não se trata de proteger a sonegação fiscal e sim de ajudar as empresas inadimplentes vítimas da recessão a se reequilibrarem, diante da falta de caixa e de crédito

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Está tudo tão confuso, tão degenerado, tão nojento que dá vontade de seguir a música que o cantor Silvio Brito interpreta tão bem: “para o mundo que eu quero descer...”

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