São Paulo, 25 de Junho de 2017

/ Opinião

O caminho e a hora
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Este é o centro de gravidade da crise, a luta contra a corrupção. Não eleições, reformas ou salvacionismos de oportunidade que só irão servir para nos manter na mesma situação inaceitável em que vivemos

O pior que está acontecendo ao Brasil é a ocultação da origem da crise que o assola, promovida tanto pelos interesses partidários articulados das mais estranhas formas, quanto pela desinformação trabalhada na mídia e nas redes sociais.

A cada escândalo, sucedem-se interpretações e soluções ao sabor de poderosos interesses, o que torna o quadro cada vez mais confuso, levando a opinião pública a uma crescente apatia e indiferença.

A esquerda é capaz de fazer uma lista olímpica de corruptos sem citar seus campeões. A direita enxerga nas denúncias uma conspiração contra as reformas necessárias ao País. O Tribunal Superior Eleitoral decide que  o melhor é deixar tudo como está. Enquanto o Brasil, imobilizado, derrete.

Não há como negar que, dado o efeito de alheamento, a confusão é intencional. É ela que, aos poucos, de forma indireta, está neutralizando o grande vetor de mudanças: a mobilização da sociedade contra a corrupção.

Este é o centro de gravidade da crise, a luta contra a corrupção. Não eleições, reformas ou salvacionismos de oportunidade que só irão servir para nos manter na mesma situação inaceitável em que vivemos.

Ou alguém pensa que teremos eleições limpas organizadas pelo tribunal que acabou de coonestar a maior fraude eleitoral da História do Brasil? Realizadas sob que forma seja, indireta ou direta, agora ou em 2018, se acontecerem sob a égide da corrupção vigente, as eleições só servirão para reempoderar políticos que querem continuar a fazer exatamente o que fizeram nos últimos anos, levando o País à ruína.

E quem acredita em reformas negociadas igualzinho a tudo que se tem feito recentemente? Reformas de soma zero que, regadas a clientelismo e corrupção, ampliam o déficit público para deixar o País onde está, endividado e improdutivo, em vias de se tornar insolvente e inviável.  

Não é possível e nem razoável o Brasil continuar sendo iludido por ideologia barata, mentira paga e cinismo sem fim. O País precisa mudar, rompendo decididamente com o descalabro que nos colocou nesta situação amarga e vergonhosa.

Enquanto Lula, Dilma, Temer e seus associados não forem banidos da vida política brasileira, na forma da lei, não há a menor esperança de mudança para o Brasil. E a única maneira dele mudar com segurança é observar a Constituição, sem casuísmos, e fazer seguir a Justiça, sem desvios.

É mais do que hora de avançar nesse caminho. Os corruptos já estão nos levando por outro.

►As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio

 



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