São Paulo, 02 de Dezembro de 2016

/ Opinião

O buraco mais fundo
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O governo federal anuncia pacotes e programas desenvolvimentistas a toda hora. A qualquer situação crítica e lá vem o Planalto, fantástica fábrica de ilusões

O governo federal anuncia pacotes e programas desenvolvimentistas a toda hora. A qualquer situação crítica e lá vem o Planalto, fantástica fábrica de ilusões, com PACs, FIls, Pils, seja lá o que for, para investir num setor, na criação de empregos, no desenvolvimento do país.

E nada acontece.

Não há uma prestação de contas.

Não se vê uma promessa cumprida e em operação.

Tipo trem-bala e Transposição do Rio São Francisco.

Da relação que vou reproduzir abaixo, de despesas malfeitas, desnecessárias, talvez apenas justificadoras de superfaturamento ou propina, as acusações não sou eu quem faço, as novidade são os números apontados crescendo, quando se trata de causar mal ao país.

1-Porto no Uruguai: US$ 2,6 bilhões;

2- Perdão de dívidas de 12 países africanos: US$ 950 milhões;

3- Rombo na Petrobras e na Eletrobrás: US$ 100 bilhões;

4- 39 Ministérios: US$ 58 bilhões;

5- Metrô na Venezuela: US$ 1,5 bilhão;

6- Refinaria de petróleo no NE para refinar petróleo só da Venezuela: US$ 2,5 bilhões;

7- Copa do Mundo: mais de R$ 30 bilhões;

8- Porto de Mariel em Cuba: US$ 2,5 bilhões;

9- Hidrelétrica na Nicarágua: US$ 2,3 bilhões;

10- Prejuízos com atrasos de obras do PAC: R$ 28 bilhões (só em 6 projetos);

11- Prejuízo com o negócio malfeito de Pasadena: US$ 1,18 bilhão;

12- Rodovias para escoar a produção de coca na Bolívia: US$ 333 milhões;

13- Doação em 2012, aos países africanos, Etiópia, Maláui, Moçambique, Níger e Senegal, para a compra de alimentos produzidos na própria região, informou a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO): US$ 2 375 bilhões;·.
 
14- Doação para compra de alimentos a países africanos, em 2012: US$ 2,375 milhões;

15- Investimento a fundo perdido, de 2005 a 2009: a primeira fábrica de medicamentos contra AIDS da África, em Moçambique; fazendas experimentais de arroz no Senegal e de algodão em Mali; projetos agropecuários, de combate ao trabalho infantil e de capacitação de docentes para o ensino de português no Timor Leste, e a implantação de bancos de leite humano de 22 países da África: R$ 2,9 bilhões.

Por isso que quando assisto pronunciamentos enfeitados com ar de programa de auditório, os discursos produzidos na Fábrica de Ilusões do Planalto, a verborragia desanimada da governanta, tento acreditar, dar crédito, mas a experiência supera a esperança e fica a constatação, uma vez mais, de que não vai acontecer absolutamente nada.

Com tantos programas lançados nas gestões Lula e Dilma, se houvesse resultado efetivo o Brasil já estaria no Primeiro Mundo.

Ao contrário além de não sair de emergente, começa a voltar a subdesenvolvido, mercê da inacreditável incapacidade de governar de verdade dos próceres petistas. E dos aliado$ de oca$ião.

Agora, para tumultuar ainda mais a crise petista, o principal responsável por tudo de ruim que acontece ao país, o ex-presidente Lula –que inventou Dilma - como todos já sabem, quer se desvincular dos erros petistas como se ele fosse a tábua de salvação para o desastre que começou a construir em 2003 quando começou a governar.

Como nunca se viu antes neste país, com uma cara lavada sem precedentes, o responsável pela farra que está afundando o país quer atribuir a terceiros até o “ódio” que ele próprio implantou ao dividir o Brasil em “nós” e “eles”.

Tudo de bom que acontece é por obra dele.

Tudo de ruim que acontece ele não sabia, não viu, é um crítico ferrenho e vai consertar.

E os números ali de cima já defasados?

Vamos atualizar tudo que se jogou fora nesses anos todos, qualquer que seja a rubrica, corrupção, desvio, empréstimos, conluios, maracutaias, festas, etc. e a somatória seria suficiente para resgatar o país do buraco em que o petismo o enfiou.

Aperta-se o brasileiro de todo lado. Na carne do governo não se encosta.

Segue a farra do dinheiro público. Arrecada-se mais, elevando impostos, tarifas, preços. Não se corta uma despesa da companheirada.

As urnas vão falar alto.

 



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