Opinião

O exemplar Romeu Trussardi


Ele, aos 87, e Maricy, aos 82, se tornaram patrimônio do modelo da família brasileira,  que busca com a fé resistir aos padrões que negam a ética e a moral


  Por Aristóteles Drummond 22 de Agosto de 2017 às 17:42

  | Jornalista


Semana passada, o ex-presidente da Associação Comercial de São Paulo  Romeu Trussardi completou 87 anos.
 
Estava cercado do amor, carinho e admiração da bonita família que formou com Maricy Rodrigues Trussardi, de amigos e do meio empresarial,  social e religioso de São Paulo.
 
Neste momento do Brasil e do mundo, a vida desse homem ganha especial significado pelo que representa de exemplo completo de cidadão modelo, notável  tanto como chefe de família, de grande fé religiosa, como o empresário dedicado, lutador, que enfrentou as mais diferentes posições do empreendedor no Brasil.
 
Foi industrial de referência no setor têxtil, pioneiro na renda e no bordado industrial de qualidade. Seu exemplo de responsabilidade social, correção na condução dos negócios, mesmo ou principalmente nos momentos mais difíceis, o levou a presidir a Associação Comercial de São Paulo.
 
E a inspirar, pelo exemplo, filhos e netos integrados em empreendimentos próprios de grande sucesso no comércio e no mundo da moda, com presença nacional em alguns de seus negócios.
 
Um dos genros, Luís Severiano Ribeiro, preside o conselho familiar que administra o Grupo Severiano Ribeiro, com uma oferta de 50 mil assentos em cinemas espalhados pelo Brasil, sob o nome de Kinoplex. Os netos já se revelam  como executivos ou empreendedores.
 
O comportamento exemplar, diria que com odores de santidade, do casal Maricy e Romeu, com ampla cobertura da imprensa nacional, com 12 filhos e uma integração  diária na Igreja Católica, influiu muito na formação de milhares de famílias entre os anos 1960 e 1990, quando estavam mais expostos na mídia.
 
O casal começou a chamar a atenção de seu círculo de amigos, por ambos se destacarem como filhos. Ela, de d. Quetinha Raggio, uma matriarca respeitada em São Paulo e no Rio, onde foi morar depois de viúva e contrair novo casamento; ele, de d. Aurea, que também enviuvou e foi permanentemente assistida por eles e filhos.
 
A fé inabalável fez com que vencessem as batalhas da vida, procurando sempre servir aos outros.
 
Ele, aos 87, e ela, aos 82, se tornaram patrimônio do modelo da família brasileira,  que busca com a fé resistir aos padrões que negam a ética e a moral.