Opinião

O efeito Doria


O fenômeno político-eleitoral que o surgimento de João Doria causou na política nacional, com sua eleição para a Prefeitura de São Paulo, está prosperando em todo o país


  Por Aristóteles Drummond 16 de Agosto de 2017 às 12:33

  | Jornalista


São muitos os nomes oriundos da classe empresarial que estão sendo lembrados para 2018. Realmente, o empresário precisa ter os mesmos dons dos bons políticos: prudência, visão, coragem e compromisso com a qualidade. E, claro, honestidade e ética.
 
A Associação Comercial de São Paulo (ACSP), por exemplo, revelou ao Brasil homens públicos de serviços prestados, como são os casos de seus ex-presidentes Brasílio Machado Neto, Paulo Maluf e Guilherme Afif Domingos.
 
E a FIESP emprestou alguns de seus dirigentes para funções políticas relevantes, como Roberto Simonsen. A CNI deu Euvaldo Lodi, Albano Franco, José Alencar e Armando Monteiro Filho. Além dos consultores informais de governantes como João Dault, de Getulio Vargas, Rui Gomes de Almeida, de JK, Antônio Carlos Osório, de Costa e Silva, , da Associação Comercial do Rio, Luís Bueno Vidigal e Mário Amato, da FIESP.
 
Banqueiros também sempre deram uma contribuição positiva na política. Magalhães Pinto começou como presidente da Associação Comercial de Minas e chegou a governador de Minas e chanceler, depois de sucessivos mandatos no Congresso.
 
Vale destacar ainda, entre os banqueiros, Walter Moreira Salles, embaixador nos EUA; Irapuan Costa Júnior, governador e senador por Goiás; Laudo Natal, vice e governador de São Paulo; Amador Aguiar, secretário de Finanças do prefeito Adhemar de Barros; Olavo Setúbal, prefeito nomeado de São Paulo e chanceler. Belo Horizonte teve em José Oswaldo Araújo, Américo Gianetti e Rui Lage excelentes prefeitos; todos empresários vitoriosos.
 
João Doria, com seu exemplo de sucesso eleitoral e êxito administrativo, com popularidade, anima o setor empresarial, quando o eleitor procura justamente novidade, mas sem risco de aventuras. Novidades com ficha limpa e bons resultados a apresentar.
 
O presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro é nome em alta. Pensa um Brasil moderno no trato da economia e do social.
 
Alguns que se colocam cometem o erro de tentarem conciliar a figura do empresário, bom gestor, com agrados a uma esquerda boa de mídia, mas tradicionalmente ruim de votos.
 
Além disso, distante dos fundamentos da economia de mercado liberal, que a população hoje entende como a via da retomada do crescimento e do emprego.
 
Muitos que foram nessa linha nunca tiveram sucesso em majoritárias. E exemplos são Ronaldo Cezar Coelho, no Rio, e Antônio Ermírio de Morais, em São Paulo, entre outros.