São Paulo, 26 de Setembro de 2016

/ Opinião

Lucro gera progresso
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A exemplo do Canadá e dos Estados Unidos, o Brasil apresenta grande mobilidade, com a gestação pela atual geração de grande parte dos maiores grupos empresariais

No regime capitalista, as fortunas são formadas pelo trabalho, pela poupança ou pela herança. Infelizmente também pela corrupção, como ocorre no Terceiro Mundo.

E existem as criadas à sombra de benefícios do Estado, via entidades financeiras. São os casos do BNDES, no Brasil, em que as operações são protegidas por sigilo que inclui o Congresso Nacional, ou no Chile, onde o banco oficial financiou especulação da nora da presidente Bachelet, conhecida agora como “a sogra do ano”.

O Brasil forma com o Canadá e os EUA o trio de países com maior mobilidade social. As fortunas são, em sua maioria, de primeira geração e é raro chegar à terceira ou quarta. Ao contrário, por exemplo, do Reino Unido, onde quase da metade das fortunas são de famílias que viveram sob o reinado da Rainha Vitória.

Assim é que as fortunas nascidas do trabalho, da sensibilidade para empreender e acertar de homens de origem modesta, são altamente positivas e representam a face progressista do regime capitalista, que, entre outras vantagens, é marca de países democráticos.

Estas fortunas, infelizmente, são perdidas nas gerações seguintes, sendo que alguns abdicam da gestão para ficar apenas nos benefícios da ventura que o destino lhes reservou.

Na lista dos mais ricos do Brasil, a maioria é de primeira geração, no comércio, na indústria e no agronegócio. Nos bancos, os herdeiros não conseguiram manter as instituições e foram vendidas, incorporadas ou liquidadas.

Prevalecem poucos casos como o Itaú. Logo, o criador nem sempre tem a sorte de Nevaldo Rocha, que fundou o gigante Grupo Guararapes - Lojas Riachuelo -, que tem no filho Flávio um companheiro e inovador.

Há meio século, o quadro era outro. As grandes instituições estavam em mãos de famílias, a começar pelos bancos. Hoje, muita coisa foi desnacionalizada por gestões ineptas, temerárias ou irresponsáveis de herdeiros. A lista é imensa e causa espanto quando avaliada.

Um livro que não deve deixar de ser lido é Sonho Grande, de Cristiane Correa, que conta a história de três homens (Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira) oriundos da classe média, que se tornaram os mais importantes empresários do Brasil, com presença internacional, que são os acionistas e executivos da AMBEV.

Fortunas positivas, que geram empregos, impostos e até divisas ao país, na austeridade elogiável no sistema de gestão empresarial como na vida pessoal de cada um dos três. Talento e trabalho bem entendido.

Nessa crise que vivemos, a superação só pode ser obtida pela livre empresa, criativa, que procura contornar nossas deficiências na produtividade da mão de obra, nos impostos altos e nas leis trabalhistas que colocam as empresas em situação de risco permanente.

Fora deste caminho no mundo de hoje, só mesmo a decadência que assistimos nos bolivarianos, ao contrário do México, Peru e da Colômbia, que são as referências mais positivas no Continente.



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