Opinião

Homenagem aos empresários


O comércio contribui de forma importante no processo de geração de riqueza ao atuar como regulador de oferta e demanda; ao ampliar o mercado, incorporando ao consumo novas regiões


  Por Alencar Burti 15 de Julho de 2016 às 08:20

  | Presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp)


Comemora-se, em 16 de julho, o Dia do Comerciante. A data é referência ao aniversário de José da Silva Lisboa, o Visconde de Cayru, patrono do comércio. Por sua luta pela abertura dos portos e pela liberdade do comércio entre as nações, muito contribuiu para o desenvolvimento brasileiro.

Durante muito tempo se considerou que o setor comercial era extremamente simples e de pouca importância para a economia. Não era devidamente considerado nas políticas de governo: a ideia era que, por se tratar de atividade extremamente simples, não necessitava de qualquer apoio.

Mas o comércio contribui de forma importante no processo de geração de riqueza ao atuar como regulador de oferta e demanda; ao captar os desejos e aspirações da população e transmiti-las ao sistema produtivo; ao ampliar o mercado, incorporando ao consumo novas regiões; ao criar novas formas de comercialização; ao possibilitar, através do crédito, o acesso aos bens de maior valor por parte da enorme massa de consumidores, que, sem isso, estaria fora do mercado.  

Além disso, o comércio tem a capacidade de se ajustar -e até se antecipar - às mudanças nos hábitos do consumidor, transmitindo ao setor industrial as novas demandas. Ao amenizar as flutuações da conjuntura por meio dos estoques, o setor se constitui em importante elemento de equilíbrio e estabilização da economia.

Ao parabenizar os comerciantes nesta data, a ACSP e a FACESP estendem a homenagem aos empresários em geral, que, enfrentando os riscos do mercado, buscam satisfazer os desejos ou necessidades da população. E o fazem com talento, trabalho e dedicação.

Historicamente, o uso do termo “comercial” abrangia a atividade empresarial como um todo. Por isso, a Junta Comercial registra as empresas de todos os ramos de atividade, assim como o velho Código Comercial -que se tenta agora reviver- após ter sido incorporado ao Código Civil, que também abrangia os atos empresariais em geral (e não apenas os relativos ao comércio).

As Associações Comerciais, entidades mais antigas do segmento empresarial, sempre congregaram empresas comerciais, industriais, agrícolas, financeiras, prestadores de serviços e profissionais liberais, constituindo-se em um autêntico fórum empresarial.

As atividades empresariais enfrentam um período de grandes dificuldades, decorrentes do desequilíbrio da economia, especialmente das finanças públicas.

Essas dificuldades são agravadas por uma tributação extremamente alta e por uma burocracia sufocante, aliadas a uma incerteza política paralisante, fazendo com os riscos das empresas sejam muito elevados, comprometendo inclusive a sobrevivência de muitas delas.

Os empresários brasileiros continuam a trabalhar para o desenvolvimento de suas cidades, do estado e do Brasil, mesmo enfrentando muitos obstáculos que não são inerentes ao mercado, mas que resultam da intervenção cada vez maior do governo na economia.

Por isso, neste Dia do Comerciante, a ACSP e a FACESP renovam suas homenagens a todos os empresários brasileiros e esperam que o governo faça sua parte, não apenas ajustando suas finanças, como reduzindo a burocracia e a intervenção na economia.

Assim, o empresariado poderá continuar produzindo, criando riqueza, gerando emprego e renda e contribuindo para melhorar o bem-estar da população.