São Paulo, 24 de Março de 2017

/ Opinião

#ForaLevy
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Além de falar dilmês, o ministro da Fazenda passou a raciocinar como Dilma.

Desde sempre, havia apenas um único mandato para ser cumprido por Joaquim Levy como Ministro da Fazenda do desgoverno Dilma: manter as aparências de normalidade para o mercado financeiro internacional, tentar maquiar um esforço fiscal e evitar o rebaixamento do rating do Brasil pelas agências de risco.

Ou seja: em resumo, a função de Levy era segurar o “grau de investimento” a todo o custo.

Com o anúncio da S&P de que o Brasil deixou de ser investment grade na semana passada, Levy perdeu a função.

Há menos de um ano no cargo, o ministro que já disse em palestra que Dilma Rousseff era confusa e ineficiente, passou a falar o dilmês – aquela língua bizarra e desconexa da presidente - com desenvoltura. Pior ainda: além de falar dilmês, passou a raciocinar como Dilma.

Levy tornou-se um obcecado por aumentar impostos desde que assumiu a pasta da Fazenda. Em uma palestra no início do ano dada em Chicago para ex-alunos, Levy disse que as empresas brasileiras não gostam de pagar impostos: "Vou contar um pequeno segredo para vocês. No Brasil, a maioria das empresas não gosta de pagar impostos. (...) Elas não querem pagar contribuição previdenciária. Então, há uma grande briga em torno disso. Então, pensamos em como podemos economizar na contribuição previdenciária. Estamos fazendo coisas que não são tirar os direitos (trabalhistas), mas mudar o objetivo de alguns programas”. (aqui

Paulo Skaf, presidente da Fiesp, respondeu prontamente, em tom irônico, através de uma nota: “No Brasil as empresas não gostam de pagar impostos? Ano passado, os governos arrecadaram R$ 1 trilhão e 800 bilhões. Imagina se gostassem”.

Para ter um “liberal” “ortodoxo” que só pensa em aumentar impostos, prefiro a volta de Guido Mantega. Mantega, pelo menos, era involuntariamente cômico. Levy, ao contrário, é irritante. E muito.

Recentemente, defendeu o aumento dos impostos como “investimento” (aqui) e esta semana, ao falar da volta da CPMF, provocou risadas nervosas na platéia ao falar que “o imposto do cheque” era de “apenas dois décimos” o qual duraria, “no máximo, quatro anos”.  Ou seja, Levy rapidamente se manteguizou.

No anúncio do pacote fiscal junto com Nelson Barbosa, anunciou 16 medidas para o ajuste fiscal, mas somente uma delas independe da aprovação do Congresso. Ou seja, o pacote é ilusório e Levy já está pronto para jogar a culpa de seu fracasso nos ombros dos parlamentares. 

Transferir a culpa da própria incompetência para outros é o típico modus operandi de petistas. E é esse o tipo de comportamento que os brasileiros não mais suportam.

Levy perdeu a função! Levy zomba dos brasileiros! Levy é irritante! Levy se manteguizou! Levy se petitizou. Fora Levy!
#ForaLevy

 



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