São Paulo, 09 de Dezembro de 2016

/ Opinião

Filantropia não é negócio
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O Rio possui instituições beneméritas fundamentais nas áreas social e da saúde que prestaram e ainda prestam um imenso serviço à sociedade

Depois que se criaram ONGs – que pelo nome são “não governamentais”, mas todas vivem do dinheiro público, pouco controlado, inclusive –, o Rio viu serem fechadas e encolhidas algumas de suas mais tradicionais e importantes entidades filantrópicas.

Estas geralmente ficavam sob o comando de senhoras devotadas e de sensibilidade social, sem remuneração alguma.

Muitas desapareceram ou diminuíram muito em função da perda de suas “madrinhas”, como a Casa do Pequeno Jornaleiro, fundada por Darcy Vargas e depois dirigida por sua filha Alzira Amaral Peixoto.

A Pro-Matre, onde nasceu o presidente FHC, era uma maternidade exemplar, no centro do Rio, que teve seus anos de eficiência sob o comando de Gilda Rocha Miranda Sampaio, cujo marido era o presidente da Panair do Brasil. O prédio está lá e nenhum governo o assume.

A Santa Casa e a Beneficência Portuguesa são exemplos significativos da omissão oficial em assumir ativos de grande sentido social e humano na cidade.

A Santa Casa preocupa o governador Pezão, mas dificuldades jurídicas e jogo de vaidades impedem a entrada do Estado e a formação de uma junta mista de comando.

Esta por parte da Santa Casa seria apenas composta por médicos titulares de enfermarias, homens dedicados e da dimensão de Paulo Niemeyer, Ivo Pitangui e Sérgio Novis, entre outros.

No entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas, sobrevivem – apesar de dificuldades até na legislação, que vem piorando ao invés de evoluir – entidades admiráveis como a Obra do Berço, Pequena Cruzada, Ambulatório da Praia do Pinto, o centro de formação de artesãos O SOL e a mais importante do Estado, e talvez do Brasil, a ABBR, fundada por Percy Murray e que teve em Malu Rocha Miranda sua maior benemérita.

A ABBR sobrevive como centro de referência graças a dedicação de seu presidente Deusdedith Nascimento, titular de importante clínica na área da ortopedia, que doa horas de seu precioso tempo à instituição, que conta com um excelente corpo de colaboradores.
 
Muitas destas instituições recebem emendas de parlamentares, desde vereadores a deputados estaduais e membros do Congresso Nacional. E poderiam ser liberadas, o que ajudaria, e muito, na solução de seus problemas.

Seria sabedoria dos governos, pois atenderia aos políticos com a certeza de estar atendendo ao lado social de nosso Estado.

Afinal, investir em entidades dirigidas por idealistas, voluntárias, é prestigiar o que resta de senso de responsabilidade social, solidariedade cristã, nas verdadeiras elites do país. No mais, o que se publica justifica preocupações.

 



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