São Paulo, 23 de Junho de 2017

/ Opinião

Faltam executivos no governo
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Triste se verificar como a questão rodoviária, no Brasil onde o presidente Washington Luiz dizia que “governar é abrir estradas”, foi abandonada ao longo destas décadas

Percorrendo o noticiário sobre essa temporada de chuvas em algumas regiões do Brasil, fica-se com a impressão de que estamos próximos de um colapso rodoviário, especialmente na região norte. 

E os mais velhos, que testemunharam a ação dinâmica, austera e entusiasmada do ministro Mário Andreazza, nos governos Costa e Silva, Médici e João Figueiredo, ficam revoltados com o abandono de suas grandes obras, de interligação nacional e emancipação econômica de milhões de brasileiros.

As estradas que estão interditadas, ligando Cuiabá a Santarém e Manaus a Porto Velho (a primeira sendo parte da Transamazônica), foram concebidas naqueles governos e sob o comando do notável realizador, oriundo do Exército do Brasil.

A Manaus Boavista, volta e meia, tem problemas que ameaçam o abastecimento da capital de Roraima.

Logo que assumiu o Ministério dos Transportes, com o presidente Costa e Silva, Andreazza mandou asfaltar a Belém-Brasília e duplicar a Via Dutra. Na época, Maranhão, Pará e Amazonas só se comunicavam com o Brasil por via marítima.

Os militares tocaram todos os projetos e sonhos de JK. Adiante, Andreazza executou a Ponte Presidente Costa e Silva, projetou e construiu a estrada que liga Barreiras, na Bahia, a Curvelo, no centro de Minas, e na BR 040, que liga o Rio a Brasília, obra de JK.

Mais tarde, já no governo Figueiredo e tendo como ministro dos Transportes Eliseu Resende, de seu grupo, fez a Rio-Juiz de Fora.

Triste se verificar como a questão rodoviária, no Brasil onde o presidente Washington Luiz dizia que “governar é abrir estradas”, foi abandonada ao longo destas décadas que nos separam dos anos de grandes obras públicas na energia e nos transportes, entre 1967 e 1985.

Nem as estradas sob contrato atendem ao pactuado ante à imobilidade pública, como é o caso da ligação do Rio com Petrópolis, uma das saídas mais importantes da cidade do Rio em direção a Minas, centro-oeste e interior da Bahia.

E, pior, sem uma satisfação ao contribuinte, que continua a pagar o pedágio no trecho sem obras.

É um Brasil que tem de encarar suas responsabilidades. E saber reconhecer que anda pobre de quadros competentes e determinados, ou não aproveita os que tem.

Um mínimo de justiça é lembrar Andreazza, figura marcante nas grandes obras rodoviárias que sobrevivem neste mar de incompetência e corrupção.

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A qualidade de vida dos brasileiros está recuando a níveis do passado, em vez de crescer como os demais países em desenvolvimento

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Somos contra o AR porque prejudica consumidores, famílias, empresas, além de ser sete vezes mais caro do que a carta simples.

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Nessa revisão por que passa o Brasil, temos de cair na real em relação a vencimentos e vantagens nos três poderes, principalmente no Congresso e no Judiciário, onde os custos excedem os praticados em países ricos

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