Opinião

Economia, Política e Estilo de vida 01


Bastidor da Fiesp


  Por Giba Um 04 de Novembro de 2014 às 00:00

  | Jornalista e consultor de comunicação e marketing político.


Movimento subterrâneo na Fiesp não quer Paulo Skaf em mais um mandato e tenta arrumar documentos referentes a sua campanha. Mais: a idéia é montar um dossiê que revele supostas irregularidades envolvendo o Sesi e o Senai e afastar Skaf da entidade.

 “Sabemos, toda Brasília sabe, eu convivi com o presidente Lula, de que não se trata de um abstêmio.”

GILMAR MENDES  //  ministro do Supremo
 Tribunal Federal, sobre ataques do ex-presidente
a Aécio Neves na campanha.



No clima de Halloween
No Brasil, as festas de Halloween ainda engatinham: nos Estados Unidos, entre Nova York e Los Angeles, figuras famosas do showbiz criam fantasias fantásticas para participar de grandes bailes, como o promovido pela modelo e apresentadora de TV, Heidi Klum (primeira foto à esquerda, transformada numa borboleta), com renda para um programa da Unicef chamado de For Every Children in Danger. Da segunda foto à esquerda para a direita, mais surpresas: Rihanna, que virou Tartaruga Ninja; Kim Kardashian, impossível de ser reconhecida como uma caveira; Paris Hilton, de Minnie; e Kate Perry, de Cheeto!

Cada um no seu quadrado
Em seu descanso na Base Naval de Aratu, na Bahia, Dilma Rousseff nem pensou em nomes para o novo ministério. Os mais chegados espalham que ela quer convidar figuras de respeito junto à sociedade, ligados ou não a partidos políticos que já desfrutaram, nos últimos quatro anos, de seu quinhão na máquina administrativa federal. Esses mesmos partidos acham que suas participações no ministério continuarão, mudando apenas os nomes. Dilma estaria disposta a fazer “o seu governo” e, do lado de fora, o ex-presidente Lula é capaz de jurar que não interferirá na formação do novo ministério, não dará nem mesmo triviais palpites – se bem que não é todo mundo que acredita nisso.

Dose dupla
No ano passado, somente Adriana Lima (esquerda) é que desfilou no Victoria’s Secret Fashion Show, usando um sutiã cravejado de pedras preciosas e diamantes, avaliado em US$ 2 milhões. Para o primeiro show em Londres, que acontecerá dia 2 de dezembro, outra brasileira, Alessandra Ambrosio (direita), também estará envergando esse milionário Fantasy Bra. As duas trataram de antecipar como estarão com os sutiãs-jóias no Instagram.

Todo mundo quer
A secretária dos Direitos Humanos, Ideli Salvatti, achava que, com a vaga a ser aberta no TCU pelo ministro José Jorge, sua candidatura seria encaminhada pela presidente Dilma – e com menos resistência do que no ano passado. Não contava, contudo, que um outro nome começasse a correr por fora de olho na mesma vaga: é o do ministro do Esporte, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que se acha “merecedor” da cadeira. Detalhe: também a ministra Miriam Belchior (Planejamento) e Gilberto Carvalho, ainda secretário-geral da Presidência, estão de olho no TCU.

Inimigos íntimos
Presidente da Confederação Nacional da Agricultura e senadora reeleita, Kátia Abreu (PMDB-TO) é o nome mais cotado para o Ministério da Agricultura, especialmente por sua fidelidade a Dilma Rousseff nos últimos tempos. O Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra – MTST, ligado às hostes mais ortodoxas e radicais do PT, contudo, acompanha essa possibilidade de perto: a rejeição de Kátia entre os movimentos sociais é maior do que quaisquer ocupantes anteriores (e até petistas) da Pasta.

Limpando gavetas
Na mesma semana que Guido Mantega, ministro da Fazenda, diz que o resultado das eleições “mostra que a população está aprovando a política econômica que nós estamos praticando”, o secretário do Tesouro, Arno Augustin, para justificar o resultado fiscal negativo em R$ 25,5 bilhões, um déficit recorde nas contas públicas, jura que “o governo acha que optou pelo melhor para o país”. A explicação de Augustin era sensivelmente piorada com o tom de voz exibido pelo secretário que, segundo os melhores observadores, carregava uma dose de consternação. Ele, como Mantega, também está limpando as gavetas. No máximo, poderá ganhar um cargo menor no Planalto.

Medo de prisão
Nos últimos dias, o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, citado nas delações de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef, mesmo tendo desaparecido de circulação e até prestigiado pelo presidente da legenda, Rui Falcão, entrou numa fase de depressão e chegou mesmo a comentar com amigos e familiares que poderá ser preso, a exemplo do que aconteceu no mensalão com Delúbio Soares. Vaccari já foi alvo de outras investigações do Ministério Público, quando acusado de irregularidades na Bancoop, cooperativa de bancários de São Paulo.

Ministério, não
O governador do Ceará, Cid Gomes (Pros) e seu irmão – e secretário de seu governo – Ciro Gomes, estão mandando avisar que não aceitarão quaisquer convites para integrar o futuro ministério de Dilma. Eles conseguiram eleger o petista Camilo Santana e Ciro poderá até mesmo continuar participando do futuro governo. E Cid continuará pensando numa cadeira no Banco Interameri-cano de Desenvolvimento.

Prazo fatal
Diante do resultado fiscal negativo em R$ 25,5 bilhões, o governo terá até dia 22 de dezembro, quando se encerra o ano legislativo, prazo para aprovar mudanças na Lei de Diretrizes Orçamentárias para se adequar à nova realidade. Caso contrário, estará descumprindo a Lei de Responsabilidade Fiscal, que pode provocar punições aos responsáveis pela política econômica, incluindo a presidente da República. E de novo, essa alternativa fica na dependência do bom comportamento do Congresso.

Outra batalha
No mesmo dia em que o governo anunciou um déficit histórico nas contas públicas, a ministra Rosa Maria Weber, do Supremo, determinou à presidente Dilma Rousseff que repusesse os valores para o reajuste salarial de 22% aos ministros da Alta Corte e Ministério Público, sinalizando um novo e inesperado combate. Em 2011, quando as contas não estavam nesse patamar, a Chefe do Governo já recusara o pedido e agora, quem conhece bem a presidente, acha que recusará de novo.  Se a briga for para o Congresso, Dilma perde.

Profunda
Depois de exibir o corpo nu da cintura para baixo, cobrindo a área intima com um chapéu, Roberto Miranda volta ao Instagram, fazendo topless – de costas. “Será que agora vou me fazer entender? Se quero estar só é por opção. Quando arrancam a alma da gente, o melhor é beber o sal da própria lágrima como se fosse um antídoto”.

Mistura fina
Assessor de Dilma Rousseff há muitos anos, Giles Azevedo, que atuou na campanha e até participou do texto que ela leu, depois da vitória, andava cotado para Minas e Energia (é geólogo de formação). Só que ele próprio não acredita nisso: sabe que será difícil a presidente reeleita abdicar de sua proximidade no cotidiano do Planalto.

O jornal Nacional acaba de unir, com a presença de Renata Vasconcelos como âncora, ao lado de William Bonner, o que, em linguagem mais popular, significa, literalmente, o útil ao agradável. A imensa legião de admiradores de Renata, penhoradamente, agradece a decisão global.

Uma grande bolsa amarela com o logotipo de Carolina Herrera em relevo no couro do lado de fora é a grande sensação da temporada. Entre São Paulo e Rio, um festival de sociealites desfila com a preciosidade, especialmente diante de uma invasão de versões genéricas (e perfeitas), à base de R$ 300, até em dois cheques.

Nove entre dez economistas mais lúcidos diante de déficit histórico nas contas públicas, lembram que, desde 1994, não se registrava um rombo desses e que, se sérias providencias não forem tomadas, o país poderá voltar ao cenário pré-Real.

Dilma Rousseff reassume suas funções no Planalto com uma idéia fixa: quer reunir todos os aliados e lançar mão de todos os recursos para impedir que Eduardo Cunha, que será mantido na liderança do PMDB na Câmara, chegue à presidência da Casa.

Mais um grande parque têxtil encerra suas atividades, em São Paulo, não aguentando a concorrência dos tecidos chineses: a TDB, tradicional empresa do setor, pilotada por Jaime Bodrow, acaba de vender a área que ocupava há anos para uma construtora por R$ 230 milhões. O super-terreno fica no Parque Industrial Thomas Edison, na Barra Funda.