São Paulo, 28 de Maio de 2017

/ Opinião

Combate à corrupção natural
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A corrupção no Brasil se tornou pandêmica, generalizada

Em meio ao mar de lama – esse verdadeiro - que assola a vida institucional do Brasil, embora tenha sido notícia nos jornais, ninguém deu destaque a uma formidável maneira de praticar a corrupção no meio político, que persiste há décadas, se renova a cada governo, seja quem for o partido ou o governante.

Refiro-me à troca que os governantes fazem com os integrantes das Casas Legislativas (vale para todo tipo de poder federal, estadual e municipal) nomeando indicados pelos parlamentares para cargos públicos sem concurso, em troca de apoio nas votações nas respectivas casas de tolerância, ops, de lei, de cada localidade.

Quando o governo –seja qual for- demite indicados de parlamentares e notícia isso, porque o mesmo não votou a favor de seu interesse, está praticando que tipo de ato?  Quando faz a nomeação atendendo ao parlamentar, está fazendo o que? E o parlamentar que pede? Que ato pratica se sabe que está trocando a nomeação requerida por futuro voto de apoio a quem nomeia?

Não li uma linha na mídia, nada ouvi dos comentaristas de rádio e TV, não li na Veja, em lugar algum, comentários sobre o tipo de corrupção natural que infesta o poder público no país.  A troca de nomeações em cargos públicos por votos nos projetos de interesse dos governantes.

A corrupção no Brasil se tornou pandêmica, generalizada.

Pior do que isso, só uso da ignorância, da boa-fé, da ingenuidade, e do interesse pessoal, da ampla massa brasileira, para a chegada e manutenção no poder de partidos e políticos corruptos.

A cumplicidade por omissão ou ação, de parte substancial dos três Poderes, a mídia engajada, a banda podre do empresariado, a maldade congênita dos radicais, sejam de direita ou de esquerda, e a enganação atávica da esquerda festiva, tudo isso somado, transforma o Brasil de hoje num elefante ensandecido numa loja de louças, sem se saber como vai terminar.

A população brasileira, ao menos a que sabe entender o que vem acontecendo, sabe discernir entre o certo e o errado, precisa começar a vaiar, a acuar, sem violência, a constranger, moral e fisicamente, sem tocar, os corruptos de todos os níveis que assolam o país. Trancá-los na prisão domiciliar da reação espontânea das pessoas de bem, cansadas de tanta enganação, exploração, sem-vergonhice. Vigarice.

 

 

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As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio



Não se trata de proteger a sonegação fiscal e sim de ajudar as empresas inadimplentes vítimas da recessão a se reequilibrarem, diante da falta de caixa e de crédito

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