São Paulo, 28 de Maio de 2017

/ Opinião

Caminho único: a Constituição
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Fique de olho leitor e eleitor: é grave a situação institucional. Ou melhor, seria grave se não houvesse a Constituição e será mais grave ainda se a ela não se obedecer

É para momentos difíceis como este que o Brasil vem atravessando que existe, num país verdadeiramente democrático, republicano, a Constituição legitimamente outorgada.

Fora desse caminho, fora da Constituição, aí sim, é golpe.

Fique de olho leitor e eleitor: é grave a situação institucional. Ou melhor, seria grave se não houvesse a Constituição e será mais grave ainda se a ela não se obedecer.

Qualquer partido, qualquer político, qualquer pessoa que defender eleição direta para presidente ou outro tipo de solução que não esteja abrigada em nossa Carta Magna, está estimulando um golpe nas instituições fundamentais do Brasil.

A Constituição diz com clareza o que deve acontecer. Como são feitos os procedimentos em casos de vacância de cargos, inclusive, de presidente da República e seu vice.

Há uma ordem sucessória que deve ser obedecida. Como há uma ordem processual para o complemento de mandato em caso de sua interrupção regular. Até os dois primeiros anos dos quatro do mandato, havendo vacância, faz-se nova eleição direta.

Nos dois anos finais do mandato –caso atual- em havendo vacância, assume o presidente da Câmara dos Deputados.

Em sua ausência ou impedimento o presidente do Senado, e em sua ausência ou impedimento o presidente do Supremo Tribunal Federal, no caso, a presidente Carmen Lúcia.

Fora disso, qualquer coisa, é golpe contra a Constituição e a ordem jurídica nacional.

Isto posto, reitero: fique de olho, leitor e eleitor, porque as vozes do atraso, do distúrbio, da falta de caráter moral e político, do oportunismo, vão procurar ganhar espaço, que a mídia engajada concede e a não engajada também por ingenuidade, achando que cumpre seu papel ,quando serve a títeres, essas vozes, irão fazer imenso barulho, defendendo casuísmos que possam de algum modo lhes dar a oportunidade de participar do jogo do poder.

Estamos os brasileiros de bem indignados com toda a sujeira que os partidos, os políticos, os dirigentes, os maus empresários, os maus funcionários públicos, os maus brasileiros, em geral, praticam, cometendo toda sorte de crime contra o povo brasileiro em benefício pessoal ou de grupos.

A curto e médio prazo isso é dolorido, penoso, sacrificante para cada um que age corretamente e sustenta essa viciada, carcomida e corrupta máquina pública e sua relação espúria com a banda podre do empresariado.

Mas, a longo prazo, haverá uma depuração, uma renovação, uma mudança na cultura e no processo político que deverá trazer benefícios ao povo brasileiro. Só quem viver, verá.

Neste momento, está tudo tão turvo. Há um envolvimento quase generalizado de todos que fica difícil separar o joio do trigo e discernir quem é do bem e quem é do mal. Todos parecem do mal.

Daí a necessidade de, se houver mobilização de rua, que não seja por eleições, diretas, ou outros casuísmos, mas sim por se obedecer a ordem constitucional, que garantirá a superação desta quadra malévola para o país, vinda a público pelas gestões corruptas e incompetentes do PT, mas que alcançam de forma quase indistinta cada peça do complicado jogo de xadrez da vida nacional.

A longo prazo será bom para o Brasil passar por essa depuração que a Lava Jato está fazendo. A curto e médio prazos, reitero, só há um caminho: com Temer ou sem Temer, seja quem for, seguir o que manda a Constituição.

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As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio

 

 



Não se trata de proteger a sonegação fiscal e sim de ajudar as empresas inadimplentes vítimas da recessão a se reequilibrarem, diante da falta de caixa e de crédito

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Está tudo tão confuso, tão degenerado, tão nojento que dá vontade de seguir a música que o cantor Silvio Brito interpreta tão bem: “para o mundo que eu quero descer...”

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A sociedade não tem um projeto para o dia seguinte. Parece que tudo se limita a Lava-Jato, às prisões e delações

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