São Paulo, 24 de Setembro de 2016

/ Opinião

As vantagens de usar o metrô em Nova York
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Suas linhas são quase um milagre, já que transportam seus passageiros a uma velocidade incrivelmente rápida de um ponto distante da cidade ao centro

O Financial Times informou recentemente que a Amazon está fazendo entregas na cidade de Nova York usando as linhas do metrô.

Em um artigo de 17 de maio, David Crow escreveu que "dois funcionários do setor de entregas que empurravam carrinhos grandes da Amazon cheio de pacotes no metrô disseram que a empresa estava usando os trens subterrâneos para a maior parte das entregas da modalidade Prime Now, porque o tráfego de Manhattan fechava as ruas tornando impossível honrar a garantia da entrega em 60 minutos prometida pela empresa. (Leia o artigo aqui: on.ft.com/1HaqEst).  

Bom para a Amazon. Os caminhões de entregas são atualmente uma grande fonte de operação ao ar livre com efeitos negativos para Nova York. Portanto, tirá-los das ruas —mesmo que à custa de vagões mais lotados — só pode ser uma coisa boa.

Contudo, gostaria de acrescentar que o artigo é um pouco injusto ao atribuir a vantagem de usar o metrô exclusivamente à possibilidade de escapar dos congestionamentos.

As linhas de metrô de Nova York são quase um milagre naquilo que proporcionam — tudo bem, eu sei, na maior parte das vezes —, já que transportam seus passageiros a uma velocidade incrivelmente rápida de um ponto distante da cidade ao centro (já o percurso dentro da cidade não é feito tão velozmente).

O segredo é o sistema de quatro trilhos, em que os trens expressos circulam pelo meio e os trens locais pelas laterais.

Essas composições expressas, que param a cada 25 ou 30 quarteirões (entre 1,4 km e 2,4 km aproximadamente) parecem nos transportar a grandes distâncias quase que instantaneamente.

Para mim, e para outras pessoas que conheço, essa característica especial desempenha um papel surpreendentemente importante, uma vez que torna a vida em Nova York mais fácil e mais produtiva.

A "AMÉRICA REAL"

Leitores mais jovens ou estrangeiros talvez não se lembrem do papel tremendo que a suposta moralidade da pequena cidade americana tinha para a política conservadora (e, de certa forma, ainda tem).

Anos atrás, os republicanos se apresentavam como o partido da "América real", dos valores familiares, em oposição à esquerda decadente em seus enclaves litorâneos.

A defesa do valores tradicionais teve papel extremamente importante na campanha presidencial de 2004. Sempre soubemos como tudo isso era uma tremenda hipocrisia, que o interior não tinha o monopólio da virtude, assim como as regiões costeiras não tinham o monopólio do vício e que, certamente, alguns dos tipos que mais exaltavam os valores familiares tinham esqueletos no armário.

No entanto, as coisas que estão vindo à tona sobre Dennis Hastert, presidente da Câmara,  durante aqueles anos — especificamente as alegações de abuso sexual — estão além do que qualquer um podia imaginar.

TRADUÇÃO: A.G.Mendes

FOTO:Hiroko Masuike/The New York Times

 

  



As ações de grupos que se empenham em contestar a legitimidade do presidente prejudicam a governabilidade e em nada contribuem para que o país possa superar suas imensas dificuldades

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Milhares de passageiros passam por dia em nossos aeroportos e sofrem com a falta de um serviço essencial, prestado por trabalhadores, é sempre bom repetir, credenciados para este fim.

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Ainda que estas ações aconteçam na escola e entre crianças e jovens, a lei deve ser cumprida e os responsáveis, punidos

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