São Paulo, 26 de Julho de 2017

/ Opinião

As náuseas que (elles) nos provocam
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O lullo-petismo prossegue suas aberrações com a sabatina, no Senado, de um militante para uma cadeira no STF

Cabe a pergunta: por que a imoral troca de cargos públicos dos escalões inferiores não provoca na mídia e no pensamento nacional a mesma indignação que o “mensalão” e o “petróleo”, símbolos da corrupção petista motivam em todo o país?

O que há de “normal” na oferta de cargos públicos dos segundo e terceiro escalões do Executivo, aos parlamentares do “Congresso Nacional, em troca de votos que signifiquem aprovação de projetos de interesse do Palácio do Planalto”?

Trata-se, apenas, de outra forma de compra de votos, de corrupção, de balcão de negócios, na verdade o que se transformou a vida política brasileira.

Um grande balcão de negócios onde a moeda de troca não é o interesse público, ao contrário, é o enganar a população, usufruindo da democracia para do tesouro público se apoderar.

A naturalidade com que a mídia e os próprios envolvidos, ou seja, governo, parlamentares e partidos políticos, “negociam” sem constrangimento a distribuição de cargos públicos importantes, para “aliados” que irão votar a favor do governo, revela que se institucionalizou no âmbito do poder público, o jogo político de interesse de poucos, de manutenção do poder, de exploração dos recursos públicos, em detrimento de políticas nacionais de interesse geral.

O PT e seus aliados “privatizaram” o governo, como se o Estado deles fosse, para usar os mecanismos de toda a sociedade em defesa dos interesses mesquinhos que - ficou claro - interessam ao projeto lulo-petista.

Nesta mesma linha de raciocínio pode-se perguntar também: é normal um nome indicado para a vaga de ministro da mais alta Corte do País, o STF –Supremo Tribunal Federal - sair por aí, com a esposa advogada a tira-cola e em vídeos nas redes sociais, cabalando apoio para precisar provar que, como a lei exige, tem notório saber jurídico e reputação ilibada?

Não. Não é normal. O que revela que falta ao indicado uma das qualidades previstas na Constituição. Ou não é notório seu saber jurídico, ou sua reputação não é ilibada.

Sua militância petista, o fato de advogar para causas que não fazem parte dos valores da maioria da população brasileira, pelo que diz a imprensa, parecem ser seus pontos onde a reputação ilibada fica em dúvidas. Inclusive o fato de ter tido atividades conflitantes no exercício e decorrer de sua carreira.

A sabatina no Senado para aprovação de seu nome deverá estar na pauta da reunião desta terça-feira da Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Se aprovado, vai a julgamento do plenário.

É preciso que os senadores estejam atentos. Já aprovaram só na era Dilma dois ministros (Lula havia indicado, e o Senado também aprovou, outros dois), até onde se sabe com militância partidária ou defesa de petistas, podendo tirar o caráter de neutralidade dos juízes supremos.

Tudo isto é fruto da barafunda em que o petismo de Lula, Dilma, Dirceu, Genoíno, Delúbio, Vaccari, Palocci, Berzoini, Haddad, Marta (não adianta fugir agora) Jaques, Mercadante, Falcão, e tantos outros, transformou o Brasil nos últimos doze anos.

Com o descalabro instituído na economia, na saúde, no trabalho, na política, em resumo, onde o petismo ponha os olhos e as mãos, resta ao Brasil honesto, felizmente, ainda o da maioria, trabalhar duro, pagar a conta dos desatinos (mas cobrar dos autores) e lutar para, pelo voto, ir pondo para fora quem se apossou do país de forma desavergonhada, despudorada e incompetente.

Não sei o que causa mais náusea: tudo que o PT faz de mal ao país, ou o ditador sanguinário Castro ir ao Papa com ar de candura.



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