São Paulo, 10 de Dezembro de 2016

/ Opinião

As lutas necessárias
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Em 32 anos de colunismo no jornal impresso, assumi compromissos que prosseguirei na plataforma eletrônica

A maior luta em que tenho me empenhado na condução desta coluna tem duas vertentes. A primeira e inadiável, a prioridade na educação. A segunda, igualmente apressada, é a da moralização da vida pública, dos preceitos da ética e dos valores, em todo o país.

Busco, em respeito ao leitor e a mim mesmo, sempre um meio de oferecer aos que me leem uma perspectiva de formar sua própria opinião, sem, todavia, me omitir da responsabilidade de assinar a minha própria opinião. Neste sentido, ao longo desta jornada no Diário do Comércio, tenho buscado proporcionar ao leitor informações e considerações dentro dos princípios em que acredito, de liberdade de opinião, de pensamento, de mercado, de empreender, de um país onde as pessoas possam estudar e se desenvolver por seus méritos, sem depender de favores ou atitudes populistas demagógicas.

Sou hoje o colunista político mais antigo em tempo de publicação de uma coluna no jornalismo paulista. O levantamento foi feito pelo próprio Diário do Comércio, há cerca de dois anos, quando completei 30 anos ininterruptos de veiculação deste espaço. Hoje são 32. Durante um quarto de século, portanto, 25 anos, a coluna foi diária. Nos últimos sete anos, tenho escrito as segundas e quartas-feiras, conforme contratado com a direção da ACSP, editora deste jornal.

Pela graça do bom Deus, jamais deixei de publicar, um dia sequer, a coluna dentro dos parâmetros que apontei acima. Dos 91 anos de existência da edição impressa do Diário do Comércio, estou presente há 32 anos, e nesta minha participação derradeira, reafirmo ao leitor meu compromisso de seguir lutando, agora pela via eletrônica, em favor da melhoria da educação no país e da probidade, da moralidade, sempre dentro de um regime de livre iniciativa, liberdades totais de expressão, pensamento e escolha de representantes e governantes.

Como disse Belchior, consagrado na voz da imortal Elis Regina, “o novo sempre vem”, e lutar por um país mais justo, mais digno, onde as pessoas de comando tenham responsabilidade, buscando fazer o bem e não o mal, é imperioso na construção de um país que deseja ser grande.

As autoridades públicas no Brasil não respeitam o eleitor, a população em geral. Agem de acordo com seus interesses próprios e só atuam em busca de votos, permanência no poder, imprimir sua marca e se possível, se eternizar nas funções, à custa dos recursos de terceiros.

Somente pelo caminho da educação - capaz de dar aos brasileiros a capacidade de discernir, entender, participar, crescer - e da moralidade pública e privada, conseguiremos minimizar um dia as injustiças, os desmandos, a corrupção, os maus governos e os maus gestores da vida nacional.

O Brasil foi condenado nas urnas, por cerca de 54 milhões, dentre 200 milhões de brasileiros, a seguir nos próximos quatro anos sob a tutela de um governo pequeno em todos os seus gestos, pensamentos e voltado para si próprio, destinando as migalhas restantes para os reais interesses da população.

No seio da sociedade espraiou-se uma espécie de lema ou mantra, do tipo “salve-se quem puder”, a partir dos exemplos vindos de cima, de quem deveria dar demonstrações de, no mínimo, razoabilidade. É preciso, e novamente a educação é o caminho, resgatar os valores perdidos nesses últimos 12 anos, em que a demagogia, o populismo e a má-fé na condução da coisa pública transformam o Brasil num arremedo de nação. Tornou-se o laboratório de implantação de um regime fechado, de esquerda, direcionado, autoritário, sem reação de sua gente. Não sabe de nada, coitada e inocente, a massa que os escolhe.

Há compromissos, princípios, valores que são perenes. O meio de difundi-los se adequa às necessidades e imposições dos novos tempos. Os meus compromissos com o leitor, na mídia impressa, na mídia de massa (minha origem foi o rádio e televisão), na mídia eletrônica, serão os mesmos: a luta pela educação e pelo restabelecimento da moralidade no país.Até aqui foram mais de 6.950 colunas impressas. Na plataforma eletrônica, em minha mente, onde estiver minha possibilidade de expressão, a luta é a mesma e continua. Os princípios estão acima dos homens. E das mulheres.

 



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