São Paulo, 26 de Julho de 2017

/ Opinião

Afronta à Constituição
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Quem brada, nervoso, por diretas já agora é alguém interessado em tumultuar mais ainda o país, ou um ignorante em relação à Constituição

Uma Constituição existe para criar regras permanentes de organização direitos e deveres de um país e seus cidadãos.

Ela prevê como devem ser comportar as instituições e as pessoas diante de situações que necessitem ordem para garantir a estabilidade e a existência pacífica da Nação.

A Constituição brasileira, legítima e em vigor, existe para isso também.

Essas definições são básicas e por conta desta condição fico me perguntando, que interesse escuso está por trás de toda pessoas, seja quem for, que diante de um quadro onde a Constituição diz o que e como fazer, fica pedindo e de forma enfática, que sejam adotadas medidas que não estão previstas.

E se, não previstas, que seja mudada a Constituição, para adequar àquela peculiaridade de momento.

Para  que existe, então a Constituição? Se somos um país democrático, regido por uma Constituição soberana, esta deve prevalecer sem contestações ou adequações casuísticas.

Que interesse escuso –repito a pergunta- têm os que pedem, por exemplo, eleições diretas agora, se nossa Carta Magna prevê como o Brasil deve agir caso haja necessidade de substituições na presidência da República?

Não estou falando de nomes. Estou falando de um quadro onde os constituintes preverem possibilidades de vacância, substituição ou impedimento, no cargo de chefe do Executivo da União.

O impeachment de Dilma, fulanizando, agora, foi feito cumprindo-se rigorosamente os ditames constitucionais.

A história de golpe foi falastrice dos partidários da ex-presidanta que seguem tentando destruir o Brasil e sua ordem pública.

A possível substituição de Temer, por estar sendo acusado de crime de corrupção, tem na Constituição a forma de encaminhamento.

Temer, como vice de Dilma assumiu. O substituto natural do vice-presidente, se vagar o cargo, como prevê a Constituição-por terem se passado há mais de dois anos do mandato atual, é o presidente da Câmara dos Deputados, que convoca eleições indiretas em 30 dias.

No impedimento do presidente da Câmara assume o presidente do Senado. E no deste, assume a presidente do STF. Tudo claro, cristalino.

Eleições diretas para presidente da República somente em 2018, como previsto no calendário eleitoral.

Quem brada –nervoso- por diretas já agora é alguém interessado em tumultuar mais ainda o país, ou um ignorante em relação à Constituição.

Essa segunda hipótese não é desconhecida por quem, por exemplo, como FHC que já foi presidente.

Nem por Lula e Dilma, estes, useiros e vezeiros em afrontar a Constituição quando estiveram sentados no Planalto. Sim, estiveram. Deus nos proteja e guarde.

Eleição direta agora implica em aprovar –casuisticamente- emenda à Constituição, sem necessidade.

Atenderá apenas ao apetite eleitoral guloso de Lula, Marina e outros que só enxergam o Brasil pela ótica de seus interesses pessoais e inconfessáveis.

O Brasil vive uma quadra da sua história coberto de vergonha. Indecente. Imoral. Corrupto. O que era latente o PT tornou patente e escancarou. Isso-escancarar-foi bom.

Duro é consertar.

E pior será se tudo ficar como sempre foi.

Gente de bem, revolte-se. Rebele-se.

Manifeste sua indignação contra o errado.

Cabe, ainda, perguntar; qual a da Globo e da Folha de S.Paulo? E, mesmo, FHC? Por que acham (se é que acham) que estão fazendo “jornalismo” e servindo ao país, quando servem ao PT e a Lula?

Ah!. Sim. Janot partidarizou a PGR.

Mendes e outros estão partidarizando o STF.

Tudo para proteger o projeto criminoso de poder do lulopetismo.

►As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio     

 



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