São Paulo, 28 de Maio de 2017

/ Opinião

Acima dos partidos
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A sociedade acredita que uma equipe de governo deve ser formada com quadros bem testados na gestão eficiente dos escassos recursos públicos

Uma crise do tamanho da que vivemos deveria provocar o desprendimento dos políticos, em gesto de sensibilidade com responsabilidade e resgate da imagem.

Assim, abririam espaço para a formação de uma seleção de notáveis para enfrentar as dificuldades que são, realmente, imensas.

Quando o notável for político, tanto melhor. Mas as opções são escassas. Temos no Brasil pontos de referência em personalidades que são vitoriosas e eficientes, além de quadros que são pouco conhecidos por desenvolverem suas atividades com discrição e no âmbito estritamente profissional.

A história, no entanto, registra o sucesso de homens formados em instituições como as Forças Armadas, o Itamaraty, os bancos do Brasil e Central. E, claro, na livre iniciativa.

No passado, tivemos esse tipo de aproveitamento com sucesso. JK atraiu a indústria automobilística em trabalho do Almirante Lucio Meira.

E teve como ministro da área dos transportes e comunicações outro oficial de Marinha, Amaral Peixoto. Castelo Branco foi buscar no Itamaraty Roberto Campos, para promover o maior pacote de reformas da história. Costa e Silva, Médici, Collor e FHC, Pratini de Morais.

Os governos militares tiveram, entre seus realizadores militares, Passarinho, Andreazza e César Cals. Figuras marcantes na administração pública vieram dos quadros do Banco do Brasil ou do Banco Central, como foram os casos de Nestor Jost, Ernani Galveas e Benedito Moreira.

Grandes governadores, realizadores, tinham a formação do empresário, como Magalhães Pinto, em Minas, Adhemar e Maluf, em São Paulo. Assim como prefeitos, como mostram os exemplos do Rio, com Marcos Tamoio e Israel Klabin, e BH, com José Araújo, Américo Gianetti e Rui Lage. Agora mesmo São Paulo elege João Doria, um empresário vitorioso.

A área econômica teve grandes contribuições também no setor privado. Exemplos são: Clemente Mariani, José Maria Whitaker, Horacio Lafer, Moreira Sales, Andrade Vieira e Mario Henrique Simonsen, entre outros.

Tem sido comum essa participação em outras democracias, como o atual presidente da Argentina, Macri, o ex-prefeito de Nova York Bloonberg, o ex-governador de Nova York Nelson Rockfeller. E, na França, Marcel Dassault, sempre muito presente nos governos centristas.

A sociedade, em todos seus segmentos, acredita que uma equipe de governo deve ser formada com quadros bem testados na gestão eficiente dos escassos recursos públicos.

Sabe que, neste momento, os quadros políticos são insuficientes para enfrentar uma verdadeira tempestade em termos econômicos.

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As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio



Não se trata de proteger a sonegação fiscal e sim de ajudar as empresas inadimplentes vítimas da recessão a se reequilibrarem, diante da falta de caixa e de crédito

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