São Paulo, 26 de Setembro de 2016

/ Opinião

A tragédia econômica europeia
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O governo de esquerda na Grécia está à espreita para que eleições em outros países apoiem seus planos de calote

Analistas europeus de formação conservadora acompanham a pregação das esquerdas no continente, sempre em favor da imigração, mesmo que clandestina, do calote nas dívidas, na campanha contra o regime capitalista, na tentativa de desmoralizar instituições e lideranças políticas.

E traçam um quadro pessimista a partir da crise grega, na qual estão convictos do desinteresse do atual governo em apresentar um plano com um mínimo de viabilidade.

Antes atribuíam as desgraças aos juros. Hoje a situação é diferente.

O noticiário internacional sobre a crise grega é distante da realidade, e as autoridades que fazem declarações sobre o andar das negociações correm sério risco de desmoralização em curto prazo.

A Grécia não quer é pagar o que deve. Acaba de readmitir quatro mil funcionários afastados por medida de economia nos governos da austeridade.

Não paga e seus bancos sacaram tudo o que podiam e mais alguma coisa. O povo guarda dinheiro em casa, e as dificuldades se agravam.

O governo quer ganhar tempo, esperar as eleições na Itália, Portugal e Espanha para obter aliados no abandono das políticas de austeridade.

A questão é política, e não está afastada a hipótese de um fortalecimento das esquerdas e uma implosão da União Europeia em curto prazo.

A Inglaterra votou com a austeridade, que já dá bons resultados. Mas os ingleses são ingleses.

O verão europeu será mais quente do que nunca. A Grécia assumirá a tragédia econômica, e a Itália terá de encontrar uma solução comunitária para esta invasão de refugiados da África.

A situação deve ficar explosiva, pois a crise africana só tende a crescer. Na África do Sul, o racismo se assemelha aos dos anos 1970. Apenas com a diferença que agora os perseguidos são brancos, mulatos e indianos.

Os portugueses, que chegaram a ser mais de 500 mil, já fugiram há muito tempo.

O fim do euro, ou a mera saída de três ou quatro países em curto espaço de tempo, pode dar numa crise mundial sem precedentes. E a China pode estar à espreita para dominar Europa, EUA e América Latina, comprando tudo o que estiver disponível com suas imensas reservas.

A França gaulesa já é minoritária em muitas cidades, despertanto um inconveniente acirramento, como demonstram as últimas eleições. A Europa precisa de uma onda de ordem, segurança e preservar seus valores tradicionais enquanto é tempo.

A eleição americana no final de 2015 será a mais importante dos últimos cem anos. Um governo duro não se conciliará com os caloteiros, pois, no fundo, boa parte da inadimplência vai parar nos bancos americanos.



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