São Paulo, 04 de Dezembro de 2016

/ Opinião

A doideira
Imprimir

Pelo menos desta vez concordarei com Marta Suplicy e com a denúncia que ela fez sobre a falta de rumos do PT

Fiz uma retrospectiva em meus rabiscos e pensamento e conclui: é a primeira vez na vida que concordo com algo que a atual senadora Marta Suplicy diz ou escreve.

No artigo publicado na Folha em que desancou o governo Dilma, o PT e, mesmo querendo enaltecer Lula, deixou claro que a origem de todo o mal está no ex-presidente e seu modo sindicalista de ser dono do país, a ex-prefeita da capital paulista expos de vez, de forma objetiva e direta, a crise que assola o país. Dilma acha que não tem crise. Tem boato.

O Brasil de hoje, 29 de janeiro de 2015, é uma doideira. Um verdadeiro samba do crioulo doido, sem qualidade artística nem melodia. Só drama.

Não vou me ater, para não tomar o tempo do leitor - e o meu - ao que já foi dito.

Mas é preciso registrar alguns sinais que evidenciam o quanto de fato Marta tem razão. O diretor, no caso, o governo Dilma, sumiu e o país está à deriva.

Sem contar que “conspiram” contra a mesma Dilma os escudeiros de Lula e quem sabe o próprio, já tentando viabilizar sua pretensa candidatura em 2018.

Dilma reuniu 39 ministros. Já começa aí o descalabro. Fosse uma empresa e seria a maior diretoria do mundo. Inviável. Inútil. E incompetente em sua maioria.

Arranjos políticos de terceira linha.

Ficou num pódio atrás dos ministros. Eles olhavam para o vazio enquanto ela lia o texto num “teleprompter”, como se falasse de improviso. Figura de cena para quem?

Para ninguém, porque a presidente é incapaz de articular um discurso de improviso sem atropelar o português (o leitor entendeu..), a coerência, o conteúdo e o bom senso. E, pior de tudo, atropela a realidade, vivendo no mundinho que criou para si e seu entorno, distante anos-luz do país real.

No meio de um jogo político de interesses partidários, políticos, grupais, proliferam sandices por todos os lados. O petista Gilberto Carvalho, de nebulosa história política em Santo André e defensor dos movimentos invasores e transgressores, aliado de Lula, serve ao seu senhor e a José Dirceu com cordeira lealdade. Sem pensar no ridículo a que se expõe com as bobagens que fala. Mas, se fosse por aí, o apagão mental seria imenso, porque falar bobagem e agredir o país, em nome dos pobres, a quem exploram politicamente, é marca registrada do petismo e aderentes.

Para qualquer lado que se olhe, se falando em governo, poder público, notadamente onde o PT está no poder, como Brasil e a cidade de São Paulo, só se vê desatino. 

Para quem tem julgamento, discernimento, um desalento só, pela falta de rumos.

Marta tem razão. O Brasil vive crise de tudo. Só Dilma não vê.

É a senadora do PT quem diz, não eu. Embora eu diga também.

“O PT vive situação complexa, pois embarcou no circo de malabarismos econômicos, prometeu, durante a campanha, um futuro sem agruras, omitiu-se na apresentação de um projeto de nação para o país, mas agora está atarantado sob sérias denúncias de corrupção.

Nada foi explicado ao povo brasileiro, que já sente e sofre as consequências e acompanha atônito um estado de total ausência de transparência, absoluta incoerência entre a fala e o fazer, o que leva à falta de credibilidade e confiança.
 

É o que o mercado tem vivido e, por isso, não investe. O empresariado percebe a situação e começa a desempregar. O povo, que não é bobo, desconfia e gasta menos para ver se entende para onde vai o Brasil e seu futuro.
 

Acrescentem-se a esse quadro a falta de energia e de água, o trânsito congestionado, os ônibus e metrôs entupidos, as ameaças de desemprego na família, a queda do poder aquisitivo, a violência crescente, o acesso à saúde longe de vista e as obrigações financeiras de começo de ano e o palco está pronto.
 

A peça se desenrola com enredo atrapalhado e incompreensível. O diretor sumiu.”

 



Programas como o Inovar Auto, para o setor automotivo, e a Lei de Inclusão Digital, foram considerados ‘subsídios disfarçados’ de políticas de incentivo

comentários

Dos 80 mil ambulantes espalhados pelas ruas de São Paulo, apenas 2,5 mil têm licença. Outras gestões tentaram resolver o problema com proposta semelhante

comentários

Monica de Bolle conta como a ex-presidente chegou ao poder disposta a governar de um modo diferente e acabou mergulhando o país na crise

comentários