Opinião

A Amazônia é nossa ou patrimônio do mundo?


Para que tantas terras para poucos índios para ficarem obrigatoriamente no ostracismo?


  Por Charles Holland 09 de Fevereiro de 2017 às 17:37

  | Contador, empresário, conselheiro independente de empresas, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (ANEFAC)


A Amazônia legal ocupa 5.217.433 km2, 61% do território nacional. Deste, 3.300.000 de Km2 são florestas tropicais e 2.217.433 Km2  são na maioria terras aproveitáveis ociosos. A floresta amazônica fora do Brasil  é de 2.200.000 Km2. Não é objeto deste artigo.   

A população atual na região amazônica legal é de 24 milhões, ou seja, só 11,4% da população nacional. A quase totalidade está em terras aproveitáveis e produtivas.

A densidade demográfica na floresta amazônica é pífia. Na Amazônia legal residem 55,9% da população indígena, só 250 mil índios.  A Amazônia legal abrange 10 estados no Brasil. 

Segundo se noticia,  as ONGs internacionais com recursos amplos anuais provindos dos grandes poluidores, EUA, China, fundos secretos de agencias reguladoras tipo CIA, etc. e grandes doadores internacionais usam os recursos para influenciar e financiar campanhas eleitorais de congressistas brasileiros leais às suas causas,  lindas fantasias, deslocamentos e hospedagem de índios/as lindos/as para influenciar nas votações no Congresso nacional, e as coberturas de mídias internacionais e nacionais, etc. 

De acordo com a Funai (Fundação Nacional do Índio), o país tem atualmente 557 terras indígenas no total 1.098.901 Km2 devidamente homologadas e demarcadas – 12,9% da território nacional. Há 115 terras indígenas que  não foi definido o tamanho dessa área.

Para que tantas terras para poucos índios para ficarem obrigatoriamente no ostracismo? 

Fora do Brasil, todos os indivíduos tem o direito de escolher como quer viver – com as mesmas regras de direitos e obrigações da nossa Constituição.
  
São muitas terras já alocadas legalmente para os poucos índios. Idem, é baixa população na Amazônia legal. Se a Amazônia legal fosse um país, seria o 6º maior do mundo e o menos habitado entre os mesmos.   

Algumas perguntas para reflexão individual: 

• A floresta Amazônica pertence ao Brasil e aos brasileiros, ou é um patrimônio da humanidade – para ser assim preservada, com remuneração zero para os brasileiros? 

•Qual seria o valor justo de indenização anual para conter os avanços dos limites das fronteiras agrícolas e de criação de gado na Amazônia Legal? US$100 bilhões anuais, melhor calibrados e  renegociados a cada dez anos, ou algo semelhante? É tolerável sermos continuamente espoliados sem compensações justas? 

•Por que hesitamos em criar empregos, riquezas e ocupação legal da Amazônia por brasileiros e estrangeiros qualificados doidos para vir ao novo potencial eldorado. Exemplo: os 2.200.000 km2 na Amazônia legal ora substancialmente  inexplorado. 

•Os índios querem aprender indo direto para a inclusão digital ou continuar sendo ensinados por cartilhas manuscritas pelos técnicos da FUNAI, IBAMA e assemelhados, ou  catequisados por religiosos, desde o descobrimento do Brasil pelos portugueses?

•Por que houve e há tantos lobistas para manter poucos índios no ostracismo?  

Sobre as terras brasileiras o Brasil tem todo direito de dar a palavra final sobre o uso racional e responsável das terras firmes na Amazônia legal.

São consideráveis os recursos de lobistas financiados pela Green Peace e milhares de entidades equivalentes em maximizar as reservas indígenas intocáveis. 

Todos os problemas oferecem oportunidades. Exemplos:

•Segundo o IBGE no Brasil há 167 milhões de indivíduos em idade de trabalhar. Na força de trabalho ocupada no formal, informal e trabalhando com voluntários não remunerados temos hoje 90 milhões  incluindo todos os funcionários competentes ora ociosos nos poderes executivo, judiciário e legislativo, principalmente no nível  federal e estaduais. Desocupados e fora da força de trabalho temos 76 milhões. 

•Um milhão de bandidos nas cadeias ou aguardando espaços nas cadeias deveriam ser transferidos para regiões onde há excesso de terras inexploradas. Preso precisa trabalhar em tempo integral, com remuneração  apropriada,  direitos restritos e serem obrigatoriamente segregadoss na sociedade. Era assim nos EUA até ficarem ricos. Copiamos o atual modelo dos EUA, mas continuamos  pobres. Na China há falta de presos para atender todas as demandas para obras de infraestrutura. 

•Excesso de advogados e burocracia. O Brasil tem mais Faculdades de Direito que o resto do mundo junto. 

Exemplos de  soluções : 

•Financiar no Brasil todas as obras de infraestruturas necessárias, usando a  maioria dos recursos das nossas reservas internacionais. Em dezembro de 2016 o Banco Central tinha US$365 bilhões ociosos– maioria em títulos do tesouro norte-americano rendendo menos que 2% ao ano (juros negativos).  . 

•Transferir todos os favelados de forma voluntária do Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, etc. para ocupar as terras ociosas e abandonadas, principalmente na Amazônia legal. 

•Construir cidades planejadas para todos os deslocados voluntários acima, com ferrovias, hospitais, escolas, etc. Precisamos criar logo mais de 30 milhões de novos trabalhos formalizados. No Brasil falta tudo.   

• Adoção imediata de ensino obrigatório em todos os níveis em tempo integral, com professores bem remunerados e respeitados – como é no resto do mundo.  

•Aceitação de até 10 milhões de estrangeiros altamente qualificados ávidos para trabalharem e construir juntos o Brasil.  

•Voltar a sermos o País que mais cresce no mundo – como em 1955 a 1960 e 1966 a 1975. Nas épocas acima, as cargas tributárias sobre os PIBs  eram  de 16% e 23,5%, respectivamente. 

•Exigir Estado enxuto, sem mordomias. Quanto mais ágil melhor.

E necessário novas legislações para criar logo oportunidades para 30 milhões de novos trabalhos produtivos no mercado formal.  

Para a Amazônia, pleitos de lobistas do exterior não bastam. É preciso ser acompanhado por compensação justa para os brasileiros.

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