São Paulo, 28 de Julho de 2017

/ Opinião

50 anos de Zona Franca
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O Norte pede e o Brasil precisa é que seja aberta uma nova fase, que venha a gerar outros cem mil empregos de qualidade

A Zona Franca de Manaus está completando meio século de existência.

O noticiário nacional, infelizmente, peca por omissões e a repetição de equívocos, numa verdadeira operação para esconder a verdade, envolvendo a polêmica iniciativa do presidente Castelo Branco, mas que se tornou mesmo realidade no governo Costa e Silva, em dedicada atuação do ministro do Interior General Afonso de Albuquerque Lima.

A Zona Franca foi formulação dos militares preocupados com a integração e a unidade nacional. E o desejo que as oportunidades de crescimento da riqueza nacional fossem melhor distribuídas em suas diferentes regiões – afinal, somos um país de dimensões continentais.

Assim é que Manaus se tornou uma cidade moderna e o estado do Amazonas passou a ter uma arrecadação mínima e, principalmente, gerou empregos, bons salários e garantias sociais.

Quando o presidente João Figueiredo deixou o governo, eram cem mil empregos. Trinta anos depois, é um pouco menos, fruto da indiferença das autoridades da área econômica, que, não podendo extinguir, congelou a Zona Franca, confinada à meia dúzia de produtos.

Risível o argumento de que meio século seria suficiente para que os incentivos fiscais fossem abolidos ou diminuídos.

Ora, Manaus continua onde sempre esteve, com seus dramas de isolamento e de infraestrutura. Foi publicado até que a vocação da capital amazonense seria o turismo.

O diretor da Eletrobrás e ex-presidente da Eletronorte José Antônio Muniz Lopes é um benfeitor da região.

Soube conservar a Usina de Balbina, reformular o sistema termoelétrico da capital e agora tocar a interligação com Tucuruí, o que garantirá progresso à região, desde que com amparo na área econômica. É de técnicos apolíticos e polivalentes como esse que o Brasil precisa ouvir.

No governo Sarney, os militares, sob o comando do General Leônidas Pires Gonçalves, lançaram o Projeto Calha Norte, que, apesar de andar meio abandonado, é vital para a segurança e melhor ocupação de nossas fronteiras.

Aliás, as estradas abertas por Mário Andreazza também foram abandonadas, como a Manaus Porto Velho, Manaus-Boavista e Cuiabá-Santarém – esta última feita para escoar pelo Amazonas a produção de Mato Grosso.

Todas deveriam ser prioridades nacionais. Isso, sim, é assunto a ser discutido; não o mimimi da política menor!

O Norte pede e o Brasil precisa é que seja aberta uma nova fase, que venha a gerar outros cem mil empregos de qualidade, captando o interesse da indústria farmacêutica, por exemplo, para pesquisa e produção, com base na flora local, de indústrias de beneficiamento da madeira legal, com o novo e moderno porto para escoar a produção. E a volta da borracha incentivada.

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As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio

 



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