Negócios

Vendas no varejo cresceram 1,2% em maio


No varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas subiram 2,5% em junho ante maio, de acordo com o IBGE. Para Alencar Burti, presidente da ACSP, recuperação das vendas será gradual


  Por Estadão Conteúdo 15 de Agosto de 2017 às 09:38

  | Agência de notícias do Grupo Estado


As vendas do comércio varejista subiram 1,2% em junho ante maio, na série com ajuste sazonal, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado veio no teto do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam desde uma queda de 0,5% a alta de 1,2%, com mediana positiva de 0,4%.

Na comparação com junho de 2016, sem ajuste sazonal, as vendas do varejoavançaram 3% em junho de 2017. Nesse confronto, as projeções iam de um recuo de 0,6% a expansão de 2,91%, com mediana positiva de 2,05%.

As vendas do varejo restrito acumularam retração de 0,1% no ano e queda de 3,0% em 12 meses.

Quanto ao varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas subiram 2,5% em junho ante maio, na série com ajuste sazonal.

O resultado veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam uma alta entre 0,10% e 3,10%, com mediana positiva de 2%.

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Na comparação com junho de 2016, sem ajuste, as vendas do varejo ampliado tiveram alta de 4,4% em junho de 2017. Nesse confronto, as projeções variavam de uma expansão de 0,50% a 5,91%, com mediana positiva de 3,50%.

As vendas do comércio varejista ampliado subiram 0,3% no ano e recuaram 4,1% em 12 meses.

“O avanço de 4,4% nas vendas do varejo ampliado mostra que a situação está equacionada, o que propiciará uma recuperação contínua”, diz Alencar Burti, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

“A combinação desses elementos, com destaque para a baixa dos juros, que alonga os prazos de financiamento de bens de valores mais elevados, ratifica a pesquisa, que destacou três setores: móveis e eletrodomésticos, veículos, motos, partes e peças e material de construção”, diz o presidente da ACSP.

Burti afirma ainda que depois de uma queda média de 20% em 4 anos, a retomada vai ser paulatina. “Pode demorar um pouco para alcançarmos o nível de 2012, que apresentou 12,5% de crescimento”, diz.

MÉDIA MÓVEL

O índice de média móvel trimestral das vendas do comércio varejista restrito teve aumento 0,8% em junho, de acordo com o IBGE. No varejo ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, o índice de média móvel trimestral das vendas aumentou 1,2% em junho.

REVISÕES 

O IBGE também revisou o resultado das vendas no varejo em maio ante abril, de uma queda de 0,1% para uma expansão de 0,2%. No varejo ampliado também houve revisão no resultado de maio ante abril, que saiu de recuo de 0,7% para queda de 0,2%.

PERFIL

As principais contribuições para o crescimento do varejo vieram de móveis e eletrodomésticos (12,7%); tecidos, vestuário e calçados (4,6%); e outros artigos de uso pessoal e doméstico (4,3%).

Os demais crescimentos foram em hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,8%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (3,0%); combustíveis e lubrificantes (0,5%); equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (5,1%); e livros, jornais, revistas e papelaria (1,2%).

No varejo ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, o avanço foi de 4,4% em junho ante junho do ano passado. As vendas de veículos cresceram 3,5%, enquanto material de construção teve expansão de 7,0%.

BENS DURÁVEIS

O setor de móveis e eletrodomésticos registrou expansão de 2,2% nas vendas em junho ante maio, principal impacto positivo sobre o desempenho do varejo no mês, segundo o IBGE.

A redução na taxa de juros beneficiou a venda de bens de consumo duráveis, de acordo com Isabella Nunes, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE.

"É um setor que tem uma dinâmica de vendas muito associada às compras financiadas. O movimento de redução do custo do crédito sempre tem um impacto", diz. 

Na passagem de maio para junho, o comércio varejista teve expansão de 1,2%, com taxas positivas em seis das oito atividades pesquisadas.

Os demais avanços foram assinalados por tecidos, vestuário e calçados (5,4%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,7%); combustíveis e lubrificantes (1,2%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,5%); e Livros, jornais, revistas e papelaria (4,5%).

Na direção oposta, o setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo pressionou negativamente a taxa, com um recuo de 0,4%. Também houve redução em equipamentos e material para escritório, informáticae comunicação (-2,6%).

"Supermercados estão mais próximos de uma estabilidade do que de uma queda. Esses recuos têm que ser relativizados, porque os dois setores vinham de crescimentos significativos em meses passados", afirma Isabella.

No varejo ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, o avanço de 2,5% no volume vendido teve contribuição ainda de veículos e motos, partes e peças (3,8%) e material de construção (1,0%).