Negócios

Varejo paulistano tem alta nas vendas pelo terceiro mês seguido


O resultado de julho ainda foi estimulado pelos recursos do FGTS de contas inativas injetados na economia


  Por Redação DC 01 de Agosto de 2017 às 19:00

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


O mês de julho revelou o melhor resultado do varejo paulistano para o ano, segundo levantamento da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). As vendas cresceram 3,1% na comparação com igual mês de 2016. 

O bom resultado foi puxado pelas vendas a prazo, que avançaram 4,6% ante julho passado. A comercialização de eletroportáteis e televisores foram os destaques, segundo varejistas consultados pela ACSP

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Já na primeira quinzena do mês, as vendas de vestuário é que sobressaíram. “O comércio foi impulsionado pela procura por roupas e itens de inverno e pelo período de férias escolares, que movimentou os ramos de alimentação, entretenimento e lazer na cidade”, diz Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp). 

Por outro lado, o desempenho das vendas à vista foram modestas, com alta de 1,5%. A média dessas duas modalidades de comercialização resulta na alta interanual de 3,1%.

O resultado de julho foi o terceiro positivo seguido na comparação interanual. Anteriormente, em maio foi registrada alta de 0,9%, seguida por uma elevação de 1,2% em junho. 

Essa sequência parece confirmar a retomada das vendas na cidade de São Paulo, mas é preciso lembrar que a liberação dos valores das contas inativas do FGTS tem beneficiado o varejo. O problema é que esses recursos deixam de ser injetados na economia a partir de agosto. 

Agora, a aposta do setor varejista são os efeitos das quedas dos juros, que podem baratear o crédito nos próximos meses. Há também um bom indicativo de recuperação da massa salarial, que em junho aumentou 2,4%.

É grande o terreno a ser recuperado. No ano, o varejo paulistano acumula queda de 2% nas vendas. A expectativa de Burti é zerar as perdas até o final do ano, algo que está condicionado a evolução da crise política, que acaba tendo impacto na confiança do consumidor. 

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