Varejo paulistano registra alta de 1,2% na 1ª quinzena de abril


O resultado positivo foi puxado pelas vendas à vista. Segundo a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a melhora da massa salarial estimulou o consumidor


  Por Redação DC 17 de Abril de 2017 às 18:47

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


A primeira quinzena de abril confirma a tendência de recuperação do varejo, ainda que de forma lenta. No período foi registrada alta de 1,2% nas vendas na cidade de São Paulo, na comparação com os quinze primeiro dias de abril de 2016.

A alta foi puxada pelas vendas à vista, que costumam ser de menor valor, que avançaram 3,6% na comparação interanual. Já as vendas a prazo recuaram 1,2%, resultando na média positiva de 1,2% na comparação entre os dois anos.

Na comparação mensal as vendas à vista também cresceram, avançando 2,2% frente ao resulto da primeira quinzena de março. Entretanto, as vendas a prazo, nesta mesma base de comparação, não foram boas, recuando 14,3%, o que fez a média na comparação mensal cair 6,2%.

Segundo Alencar Burti, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), o bom desempenho das vendas à vista reflete a melhora na massa salarial. 

“O resultado inspira confiança para o comércio neste momento, mas não pode ser projetado para todo o mês de abril. A alta nas vendas à vista está ancorada na estabilização da massa salarial. Isso, em conjunto com a base fraca do ano passado, permitiu que esse segmento crescesse. Além disso, o clima favoreceu a área de roupas e calçados e a Páscoa ajudou o ramo de supermercados”, diz Burti, que também está à frente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que em fevereiro o salário avançou 0,2% ante janeiro. A preocupação é com o emprego, que recuou 2% em igual comparação. 

Segundo Burti, o aumento nas vendas poderia ter sido mais significativo, visto que a primeira quinzena de abril de 2017 contou com um dia útil a menos sobre igual período de 2016.      

Em relação à retração das vendas a prazo, o presidente da ACSP diz que pode ser explicada pelos juros ao consumidor, que continuam elevados apesar de a taxa básica, a Selic, estar em uma sequência de quedas. “A perspectiva, porém, é que em algum momento do segundo semestre as vendas a crédito comecem a se recuperar”, diz Burti.

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