São Paulo, 26 de Julho de 2017

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Setor de serviços recua 4,4% até maio
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O segmento de serviços prestados às famílias registrou um avanço de 0,5% na passagem de abril para maio, segundo dados do IBGE

O volume de serviços prestados teve alta de 0,1% em maio ante abril, na série com ajuste sazonal, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços, de acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com maio do ano anterior, houve redução de 1,9% em maio deste ano, já descontado o efeito da inflação.

A taxa acumulada pelo volume de serviços prestados no ano ficou negativa em 4,4%, enquanto o volume acumulado em 12 meses registrou perda de 4,7%.

Desde outubro de 2015, o órgão divulga índices de volume no âmbito da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS).

Antes disso, o IBGE anunciava apenas os dados da receita bruta nominal, sem tirar a influência dos preços sobre o resultado.

Por esse indicador, que continua a ser divulgado, a receita nominal cresceu 0,3% em maio ante abril. Na comparação com maio do ano passado, houve alta na receita nominal de 3,9%.

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O segmento de serviços prestados às famílias registrou um avanço de 0,5% na passagem de abril para maio, segundo dados do IBGE.

Os demais resultados positivos foram registrados no setor de Outros Serviços, com crescimento de 6,2%, e Serviços Profissionais, Administrativos e Complementares, com alta de 2,4%.

Na direção oposta, houve perdas em Serviços de Informação e Comunicação, com queda de 0,3%, e em Transportes, Serviços Auxiliares dos Transportes e Correio, com redução de 0,2%.

O agregado especial das Atividades Turísticas apresentou retração de 2,6% em maio ante abril.

ANÁLISE

Embora o volume prestado de serviços tenha registrado o segundo resultado positivo consecutivo em maio ante abril, ainda não há uma trajetória de recuperação no setor, afirmou Roberto Saldanha, analista da Coordenação de Serviços e Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"O setor de serviços vinha desde outubro de 2016 apresentando um quadro que parecia de recuperação. Mas a queda de março (-2,6%) interrompeu essa trajetória", avaliou Saldanha. "O setor de serviços ficou praticamente estável em relação a abril", completou.

A taxa acumulada pelos serviços em 12 meses passou de um recuo de 5,0% em abril para uma queda de 4,7%. No entanto, Saldanha alerta que é preciso aguardar novas informações para ter certeza de que há uma desaceleração no ritmo de perdas.

"A taxa (em 12 meses) se estabilizou desde junho de 2016. Não podemos afirmar ainda que é uma recuperação, porque (maio) é um ponto só. Na medida em que essa curva se mostrar de uma forma crescente, aí sim a gente pode afirmar que tem um processo de recuperação em curso. Por enquanto não tem recuperação", afirmou o analista.

IMAGEM: Thinkstock



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