São Paulo, 26 de Julho de 2017

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Renault prevê queda de vendas de automóveis no Brasil
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O brasileiro Carlos Ghosn, presidente mundial da montadora francesa, anuncia cortes de custos até que a economia dos mercados emergentes se recupere

As vendas de veículos no Brasil continuarão em queda neste ano, prevê a francesa Renault. Quinta colocada entre as montadoras que operam no país, a Renault projeta queda de vendas de um dígito no Brasil em 2015.

Ao apresentar os resultados do ano passado, o brasileiro Carlos Ghosn, presidente mundial da Renault, reconheceu o cenário desafiador nos mercados emergentes. Três países foram destacados negativamente: Brasil, Argentina e Rússia. Em 2014, as vendas caíram 7% no mercado brasileiro, 28% na filial argentina e 11% na subsidiária russa. Para 2015, a aposta é de queda "de um dígito" nos dois países sul-americanos e entre 20% e 30% na Rússia. Na média global, ao contrário, as vendas devem crescer 2% este ano.

Ghosn disse que alguns países em desenvolvimento enfrentam quadro complexo diante "da situação muita incerta dos mercados e do câmbio". Segundo afirmou, a Renault continua comprometida em reduzir custos para "manter a lucratividade das filiais" emergentes.

Essa disciplina para manter os resultados deverá acontecer enquanto a empresa tenta ajustar a linha de produtos para minimizar perdas. Nos emergentes, a estratégia passa por lançar modelos mais baratos - no segmento de veículos de entrada -e, no Brasil, a Renault também aposta fichas na nova pick-up Duster Oroch apresentada no Salão do Automóvel de São Paulo.

PICK-UP DUSTER, LANÇADA NO SALÃO DO AUTOMÓVEL

 

O presidente da montadora francesa também lembrou que mercados emergentes costumam ter quedas expressivas em situação de crise, mas reagem rápido quando a situação melhora. Por isso, defende que é importante reduzir custos e elevar a produtividade para que a empresa esteja preparada para quando a situação econômica melhorar
 

 



Para o economista Carlos Geraldo Langoni, os juros mostram tendência clara de queda e o câmbio, relativa estabilidade. Isso sugere que o contágio da percepção de risco país pela tensão política foi baixo

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Este é o menor patamar para o IBC-Br com ajuste desde janeiro (133,08 pontos). É o primeiro resultado da atividade econômica com influência da crise política, deflagrada em meados de maio

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Porém, os resultados positivos dos dois últimos meses foram insuficientes para evitar a queda no acumulado do ano

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