São Paulo, 22 de Julho de 2017

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Redes sociais influenciam compra de 77% dos brasileiros
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Levantamento revela que a interação com varejo virtual no país é superior à média encontrada em 19 países

As redes sociais mudaram não só a forma de as pessoas se relacionarem, mas também influenciam o que elas consomem. Para 77% dos brasileiros, o relacionamento direto com varejo por meio das redes sociais impactou na decisão de compra, aponta pesquisa da consultoria PricewaterhouseCoopers feita para avaliar os fatores de mudanças do varejo no Brasil e no mundo.

"Isso revela que a geração digital, com idade entre 18 e 24 anos, está chegando ao mercado de consumo", afirma Ricardo Neves, sócio da consultoria e responsável pela área de varejo e consumo.

Ele destaca que o peso das redes sociais na decisão de compra no Brasil supera o impacto da média global. Em 19 países nos quais a pesquisa foi realizada entre setembro e outubro do ano passado, 62% dos 19 mil consumidores, na média, declararam que fizeram suas compras influenciados pela interação com o seu varejo favorito por meio da rede social.

No relacionamento com o varejo, as principais atividades realizadas pelos brasileiros por meio das redes sociais são descobrir marcas (43%), pesquisar retornos (feedbacks) sobre uma marca (43%), seguir marcas favoritas (39%), entre outras. Foram entrevistadas mil pessoas no País.

O tradicional modelo de negócios do varejo, baseado somente na loja física, está sendo afetado por um conjunto de fatores, impulsionados pela evolução tecnológica e por mudanças demográficas.

"O ambiente do varejo está cada vez mais complexo", diz Neves. Na opinião do consultor, as redes sociais e o maior uso de dispositivos móveis são os grandes fatores de transformação do varejo. Em 2013, por exemplo, 36% dos entrevistados fizeram compras online por meio de tablets e telefone celular. No ano passado, essa fatia atingiu quase 60%.

Papel

Mas o avanço do comércio eletrônico não significa que a loja física vai acabar. Ao contrário do que já se falou passado, de que a loja tradicional se tornaria algo obsoleto, na prática, o que vem ocorrendo é uma mudança do seu papel.

A importância da interação entre a loja física e o varejo virtual, que é a nova tendência do mercado de consumo, fica clara em dois resultados da pesquisa. Segundo a enquete, 86% dos brasileiros pesquisam sobre os produtos em lojas físicas e compram no comércio online. A mesma pesquisa mostra que 78% dos entrevistados fazem o caminho inverso: primeiro pesquisam sobre o produto que lhe interessa nos sites de comércio eletrônico e depois vão à loja para comprá-lo.

A mensagem desses dois resultados aparentemente contraditórios é que o consumidor decide onde vai realizar a pesquisa e onde vai comprar de acordo com a melhor experiência de compra.

Neves ressalta que, cada vez mais, o consumidor quer ter acesso a todos os canais de compra e usá-los da forma que lhe forma mais conveniente. Isso significa que as lojas físicas têm de ser "equipadas" com mais tecnologia para reduzir a distância entre o varejo físico e o comércio online.

 



Apenas em junho, os brasileiros gastaram US$ 1,51 bilhão no exterior. O valor é 10% maior que o gasto registrado em 2016, de acordo com o Banco Central

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De forma geral, os indicadores continuam em patamares melhores do que no ano passado, mas ainda aquém do desejável de uma economia em sua plenitude, de acordo com a Fecomercio

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Os preços dos eletroeletrônicos foram os que registraram as maiores quedas, de 5% em média, na passagem de maio para junho

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