São Paulo, 01 de Outubro de 2016

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Quer pagar como?
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Moedas virtuais e celulares com funções de crédito e débito: conheça algumas tendências para os meios de pagamento

As formas de pagamento evoluíram muito nos últimos anos. Hoje, é possível comprar usando dinheiro, débito, crédito, boleto, cheque e, em alguns estabelecimentos, até moedas virtuais. 

Os novos parâmetros de proteção nas transações online trouxeram segurança e, aos poucos, os consumidores estão deixando de lado as desconfianças em relação às formas alternativas pagamento.  

De acordo com levantamento do Banco Central, o dinheiro continua sendo o principal meio de pagamento, seguida pelos cartões de crédito e de débito. Já o uso de cheques permanece em queda, com redução de 10% em 2014. Na internet, as compras com cartão de crédito já representam 17%. 

Não há números sobre o uso de formas de pagamento não tradicionais no Brasil, mas os especialistas acreditam que uso delas está crescendo. De olho nesse aumento, o Banco Central editou no ano passado regras preventivas para o uso de cartões pré-pagos e moedas virtuais. O documento pretende assegurar os direitos de clientes e varejistas. 

APPLEPAY: O CELULAR SE TRANSFORMA NO CARTÃO DE CRÉDITO

OS CELULARES QUE SE TRANSFORMAM EM CARTEIRAS 

A Apple lançou, em outubro de 2014, o ApplePay, uma nova forma realizar compras. Por meio desse sistema os usuários conseguem fazer pagamentos em estabelecimentos utilizando os dispositivos da marca, como iPhone, iPad e Apple Watch.

O celular, que já é quase canivete suíço – funciona como despertador, lanterna, máquina fotográfica, computador etc –, passa a ser também uma carteira. Para isso, os aparelhos armazenam os dados do cartão de crédito e débito do usuário e, por meio da internet e da autenticação biométrica, as transações são efetivadas. Esse sistema pode tornar dispensável carregar esses cartões.  

O Google não ficou para trás e também lançou recentemente o Android Pay, um produto bem similar ao da concorrente para os celulares que usam o sistema operacional da empresa. 

Apesar da praticidade para os consumidores, essas modalidades de pagamento ainda vão demorar para se popularizar – tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos –  porque é necessário que os varejistas tenham máquinas adaptadas a essas modalidades.  Além disso, tanto a Apple quanto o Google precisam negociar com os bancos emissores dos cartões para que os pagamentos possam realizados nesse sistema. 

Por causa desses empecilhos, nos próximos anos a expectativa é que esse novo meio de pagamento cresça lentamente. 

LEIA MAIS: Eles acreditam no bitcoin

MOEDAS VIRTUAIS

O bitcoin – a mais proeminente moeda virtual, mas não a única – continua ganhando espaço entre os meios de pagamento. Polêmicas relacionadas ao dinheiro eletrônico não faltam, como as altas inexplicáveis na cotação da moeda e a prisão do criador da plataforma BitInstant, empresa que negocia as moedas, acusado usar bitcoins para contribuir com tráfico de drogas.

Apesar dos burburinhos, o fato é que cada vez mais pessoas estão se familiarizando com o conceito de uma moeda virtual. O Bitcoin é utilizado por mais de sete milhões de pessoas no mundo e ultrapassa os 40 mil usuários no Brasil. 

A aceitação também está se tornando mais ampla. Recentemente, a construtora Tecnisa começou a receber bitcoins como forma de pagamento na compra de imóveis – inicialmente apenas na parcela de entrada, mas a empresa já estuda ampliar essa restrição. Nos Estados Unidos, a Microsoft aceita a moeda virtual na compra de jogos e conteúdos digitais. 

Com a ampliação das gerações que já estão nascendo conectadas, o uso dessas moedas virtuais pode ser tornar mais recorrente nos próximos anos. 

O FIM DA TARJA MAGNÉTICA

Outra mudança prevista é a extinção das tarjas magnéticas dos cartões. No Brasil, os pagamentos por esse meio caíram de 14% em 2013 para 5% no último ano. A explicação para esse desaparecimento é simples: essa tecnologia se tornou obsoleta.

As tarjas possuem um sistema simples e de baixo custo, no entanto, não são seguras e conseguem armazenar uma a quantidade de informações limitadas. Os cartões de crédito e débito que utilizam essa tecnologia estão mais são suscetíveis a fraudes e qualquer tipo de falsificação. Os substitutos são os chips que garantem mais segurança durante as transações. 

Com queda no uso e com a maioria dos varejistas adaptados para aceitaram os chips, a tendência é que tarjas comecem a desaparecer ainda neste ano. 

* Foto: ThinkStock



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