São Paulo, 18 de Janeiro de 2017

/ Negócios

Produtos para festa junina têm impostos de até 61,56%
Imprimir

Pesquisa da ACSP alerta que comidas e acessórios estão altamente tributados. Carga tributária é maior no quentão (61,56%), fogos de artifício (61,56%), e vinho (54,73%)

Os impostos podem representar até 61,56% do preço dos principais produtos para as festas junina, aponta a ACSP (Associação Comercial de São Paulo). O tradicional quentão e os fogos de artifício lideram a lista, ambos com 61,56% de imposto em seu preço final. Os dois itens são os mais tributados entre os avaliados pelo levantamento.

A menor tributação está no pinhão (24,07%) e no fubá (25,28%). Montar pratos típicos também está mais caro. Os preços do amendoim, da canjica e da pipoca, por exemplo, são compostos em mais de um terço por impostos - 36,54%, 35,38% e 34,99%, respectivamente.

Para Alencar Burti, presidente da ACSP e da Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo), a carga tributária no Brasil já passou do limite.

"Não podemos mais continuar com essa política de elevação de impostos, taxas e contribuições. Tanto consumidor quanto empresariado já não aguentam mais esses constantes aumentos. O custo da produção está aumentando, o poder de compra está diminuindo e a atividade econômica, retraindo", adverte.

ACESSÓRIOS

O levantamento da ACSP, encomendado ao IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação), também avaliou a carga tributária de acessórios tipicamente usados nas festas juninas. O chapéu de palha, tradicional símbolo dessa época festiva, é tributado em 33,95%. Já o preço da camisa é composto em 34,67% de impostos.

Arte: William Chaussê

*Foto: Álvaro Motta/Estadão Conteúdo



Nos primeiros quinze dias do ano as vendas recuaram 6,6% na comparação com a primeira quinzena de janeiro de 2016. A queda ficou dentro da normalidade, segundo a ACSP

comentários

Mesmo com pressões esperadas no início de 2017, IPCA deve convergir para o centro da meta de 4,5% em meados desse ano, abrindo espaço para mais quedas da Selic

comentários

O ritmo de queda nas vendas diminuiu a partir do segundo semestre, mas não o suficiente para reverter o recuo de 8,7% acumulado ao longo do ano

comentários