São Paulo, 06 de Dezembro de 2016

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Pratos congelados: mercado de oportunidades para empreendedores
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Na mira das franquias especializadas, as vendas de pratos prontos congelados cresceram 24% em faturamento e 17% em volume no ano passado, de acordo com levantamento da Kantar Worldpanel

A alta da inflação tem forçado o consumidor brasileiro a encontrar alternativas à refeição fora de casa. É nesse contexto de preços mais caros, associados à busca por praticidade e conveniência, que os pratos prontos congelados entram em cena e as franquias que apostam nessa categoria aparecem como uma opção interessante para o empreendedor em busca de oportunidades para investir.

De acordo com a gerente de contas da Kantar Worldpanel, Danielle Rossi, a categoria cresceu 24% em faturamento e 17% em volume na comparação entre 2014 e 2013. Foram as maiores altas desde o comparativo de 2010 e 2011, quando os lançamentos começaram a se tornar mais constantes.

"Fizemos um estudo há três anos e vimos que, especialmente dentro da categoria de pratos prontos, existe uma expectativa grande de lares que comprariam mais se fossem produtos mais saudáveis ou com algum tipo de benefício. Além de ser uma oportunidade, comunicar os benefícios é muito importante", afirma Danielle.

As franquias que atuam na área estão atentas ao comportamento do mercado e traçam planos de expansão. Com mais de dez anos no mercado, a Keep Light resolveu crescer por franquias incentivada pela procura de interessados no negócio. O modelo escolhido foi o de distribuidor franqueado, sem a necessidade de manter uma loja física, o que encareceria a operação. Os pedidos são feitos pela internet ou telefone.

A empresa mantém sede em São Paulo e abriu a primeira franquia no Rio de Janeiro no fim do ano passado. Para 2015, a meta é abrir mais quatro operações. "Enviamos para o Brasil inteiro, mas o produto acaba chegando com um custo muito alto na outra ponta", conta a sócia Christiane Jimenez. "Com os distribuidores, o custo diminui e conseguimos ter mais controle de como o produto vai chegar ao cliente", diz a outra sócia, Betina Sehbe.

Abrir uma unidade da Keep Light exige o pagamento de uma taxa de franquia de R$ 60 mil e mais o investimento na estrutura, que varia de R$ 60 mil a R$ 100 mil, com retorno previsto entre 8 e 14 meses. A franquia estima um faturamento médio de R$ 80 mil, com taxa de lucratividade entre 20% a 30%.

O carro-chefe da marca é um kit de alimentação para sete dias, de 800 calorias ao dia, mas a empresa tem no cardápio cerca de 300 itens, desde brigadeiro light até batata frita congelada. As sócias também preparam o lançamento de uma linha de lanche para as crianças.

ALTERNATIVAS

Já a Substância trabalha com três modelos de franquias. O primeiro é uma unidade express projetada para cidades com até 200 mil habitantes e investimento de R$ 90 mil. Na segunda, é preciso R$ 180 mil para investir. No caso do modelo bistrô, que inclui consumo no local, o investimento chega a R$ 250 mil.

A diretora de expansão do negócio, Ofélia Massis, diz que a rede tem quatro unidades e pretende abrir 25 lojas este ano. "Para nós, por incrível que pareça, o ano está sendo muito bom. As pessoas estão saindo menos e consumindo mais dentro de casa", diz.

No caso da Telu Congelados, o plano de expansão inclui 30 franquias até 2016. Hoje, são 17 em operação. Abrir uma loja da marca custa R$ 99 mil e inclui modelo de empório e delivery. Atualmente, a marca passa por uma reestruturação interna, com investimentos em maquinário, para atingir a meta em 2016. "Temos de vender o hábito de comer comida congelada", diz o sócio Fernando Alvim.



Estimativas da ACSP indicam redução de até 6% nas vendas. Para Marcel Solimeo, economista-chefe da entidade, a retomada lenta ainda não é visível devido à comparação com 2015

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