São Paulo, 25 de Setembro de 2016

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Nível de estoques preocupa os lojistas
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Pesquisa da FecomercioSP mostra que, em maio, a satisfação dos empresários do varejo com o volume de produtos estocados caiu para o menor índice desde junho de 2011.

Os varejistas da região metropolitana de São Paulo estão insatisfeitos com o nível de seus estoques. Levantamento feito pela FecomercioSP mostra que, neste mês, 36,5% dos empresários ouvidos consideraram que estão elevados demais. Por outro lado, 13,7% o consideraram abaixo do adequado.

A FecomercioSP mede a percepção do empresário por meio do Índice de Estoque (IE), indicador que varia de zero (inadequação total) a 200 pontos (adequação total), sendo a marca dos cem pontos o limite entre inadequação e adequação.

Na medição feita entre abriu e maio o IE caiu 0,8%, ao passar de 99,2 para 98,5 pontos, a menor taxa desde junho de 2011. Em relação a maio de 2014, a queda foi de 13%. 

"O Natal foi fraco, mas a formação de estoques foi pequena. Isso indicava que os empresários pareciam estar preparados para a crise. O problema é que o cenário está pior do que o previsto", disse Fabio Pina, assessor econômico da entidade. Segundo ele, o mau desempenho das vendas na Páscoa e no Dia das Mães também contribuiu para a sensação de desconforto dos varejistas.

De acordo com Pina, hoje os comerciantes paulistanos "vivem o pior dos mundos", já que a distância entre aqueles que consideram os estoques acima ou abaixo do ideal chegou a 22,8 pontos porcentuais, nível também recorde e bastante acima da média, que é de 11 pontos porcentuais. "É uma má notícia para a indústria, pois indica uma demora na recuperação das encomendas do comércio", afirmou.

Diante do cenário "pior do que o esperado", a FecomercioSP já trabalha com a estimativa de que em 2015 a economia brasileira registre uma recessão "entre 1,5% e 2%" do Produto Interno Bruto (PIB). "E a queda de consumo em São Paulo pode chegar a 5%. Já tínhamos um cenário pessimista, mas acho que ele não estava tão diagnosticado pelos empresários", disse Pina.

CRÉDITO

A demanda das empresas por crédito caiu 12,3% em abril ante março, na série sem ajuste sazonal, segundo a Serasa Experian. Na comparação com abril de 2014, houve retração de 1,2% no Indicador de Demanda das Empresas por Crédito. 

Apesar das queda em abril, a busca das companhias por fontes de financiamento ainda apresenta expansão de 6,9% no acumulado dos quatro primeiros meses do ano ante igual período do ano passado.

A queda na procura empresarial por crédito reflete, segundo economistas da Serasa, "o atual quadro recessivo da economia brasileira, marcado por altas taxas de juros e baixo grau de confiança de consumidores e empresários".

Na passagem de março para abril, as micro e pequenas empresas (MPEs) foram as que apresentaram a maior queda, de 12,5%, enquanto entre as de médio porte, o recuo foi de 8,7%, e de 7,5% entre as grandes companhias.

Na comparação interanual, o cenário é outro: a expansão da procura por crédito foi positiva apenas entre as MPEs, com ligeira alta de 0,2%. Entre as médias a queda foi de 21,0% e entre as grandes, de 16,4%. 

No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, a demanda das empresas por crédito aumentou 8,4% entre as MPEs, mas caiu 14,2% entre as companhias de médio porte e 7,7% entre as grandes.

*com informações do Estadão Conteúdo



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