São Paulo, 23 de Julho de 2017

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Nível de estoques preocupa os lojistas
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Pesquisa da FecomercioSP mostra que, em maio, a satisfação dos empresários do varejo com o volume de produtos estocados caiu para o menor índice desde junho de 2011.

Os varejistas da região metropolitana de São Paulo estão insatisfeitos com o nível de seus estoques. Levantamento feito pela FecomercioSP mostra que, neste mês, 36,5% dos empresários ouvidos consideraram que estão elevados demais. Por outro lado, 13,7% o consideraram abaixo do adequado.

A FecomercioSP mede a percepção do empresário por meio do Índice de Estoque (IE), indicador que varia de zero (inadequação total) a 200 pontos (adequação total), sendo a marca dos cem pontos o limite entre inadequação e adequação.

Na medição feita entre abriu e maio o IE caiu 0,8%, ao passar de 99,2 para 98,5 pontos, a menor taxa desde junho de 2011. Em relação a maio de 2014, a queda foi de 13%. 

"O Natal foi fraco, mas a formação de estoques foi pequena. Isso indicava que os empresários pareciam estar preparados para a crise. O problema é que o cenário está pior do que o previsto", disse Fabio Pina, assessor econômico da entidade. Segundo ele, o mau desempenho das vendas na Páscoa e no Dia das Mães também contribuiu para a sensação de desconforto dos varejistas.

De acordo com Pina, hoje os comerciantes paulistanos "vivem o pior dos mundos", já que a distância entre aqueles que consideram os estoques acima ou abaixo do ideal chegou a 22,8 pontos porcentuais, nível também recorde e bastante acima da média, que é de 11 pontos porcentuais. "É uma má notícia para a indústria, pois indica uma demora na recuperação das encomendas do comércio", afirmou.

Diante do cenário "pior do que o esperado", a FecomercioSP já trabalha com a estimativa de que em 2015 a economia brasileira registre uma recessão "entre 1,5% e 2%" do Produto Interno Bruto (PIB). "E a queda de consumo em São Paulo pode chegar a 5%. Já tínhamos um cenário pessimista, mas acho que ele não estava tão diagnosticado pelos empresários", disse Pina.

CRÉDITO

A demanda das empresas por crédito caiu 12,3% em abril ante março, na série sem ajuste sazonal, segundo a Serasa Experian. Na comparação com abril de 2014, houve retração de 1,2% no Indicador de Demanda das Empresas por Crédito. 

Apesar das queda em abril, a busca das companhias por fontes de financiamento ainda apresenta expansão de 6,9% no acumulado dos quatro primeiros meses do ano ante igual período do ano passado.

A queda na procura empresarial por crédito reflete, segundo economistas da Serasa, "o atual quadro recessivo da economia brasileira, marcado por altas taxas de juros e baixo grau de confiança de consumidores e empresários".

Na passagem de março para abril, as micro e pequenas empresas (MPEs) foram as que apresentaram a maior queda, de 12,5%, enquanto entre as de médio porte, o recuo foi de 8,7%, e de 7,5% entre as grandes companhias.

Na comparação interanual, o cenário é outro: a expansão da procura por crédito foi positiva apenas entre as MPEs, com ligeira alta de 0,2%. Entre as médias a queda foi de 21,0% e entre as grandes, de 16,4%. 

No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, a demanda das empresas por crédito aumentou 8,4% entre as MPEs, mas caiu 14,2% entre as companhias de médio porte e 7,7% entre as grandes.

*com informações do Estadão Conteúdo



De forma geral, os indicadores continuam em patamares melhores do que no ano passado, mas ainda aquém do desejável de uma economia em sua plenitude, de acordo com a Fecomercio

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