São Paulo, 08 de Dezembro de 2016

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Micro e pequenas registram o pior desempenho em 17 anos
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Levantamento do Sebrae-SP constata queda de 18% no faturamento do segmento em fevereiro. Aponta também que os empresários estão pouco otimistas com relação ao futuro dos negócios

O faturamento real das micro e pequenas empresas (MPEs) do Estado de São Paulo caiu 18% em fevereiro na comparação com o mesmo mês de 2014, mostra pesquisa do Sebrae-SP divulgada nesta quinta-feira, 30. Segundo a entidade, foi a maior queda porcentual para o mês de fevereiro na comparação anual desde 1998, ano em que o levantamento teve início. 

Em relação a janeiro, as MPEs faturaram 1,3% a menos. Com o resultado de fevereiro, o faturamento dessas empresas acumula queda de 16,5% no primeiro bimestre, na comparação com igual intervalo do ano passado.

Em nota, o Sebrae-SP avalia que o resultado ruim é reflexo da demanda desaquecida, em razão da confiança de consumidores em baixa, aumento do desemprego, queda do rendimento dos trabalhadores, inflação mais alta e efeitos de curto prazo das medidas de ajuste fiscal. 

"Esse conjunto de fatores tem limitado o consumo interno, o que piora o desempenho das MPEs, especialmente no comércio e serviços", informa a entidade. O levantamento aponta ainda o menor número de dias úteis em fevereiro ante março e igual mês de 2014 como um dos fatores que prejudicaram o faturamento.

Na análise por setores entre os pequenos negócios paulistas pesquisados, o comércio registrou a maior queda, de 19,1%, no faturamento em fevereiro frente um ano antes. 

Em seguida aparecem as MPEs do setor de serviços e indústria, que se retraíram 18% e 15,2% na mesma base de comparação, respectivamente. 

A pesquisa do Sebrae-SP informa também que a receita total dos pequenos negócios do Estado de São Paulo em fevereiro foi de R$ 43,6 bilhões, o equivalente a recuo de 18% na comparação com igual mês do ano passado e de 1,3% em relação a janeiro deste ano.

PESSIMISMO

O estudo revela ter aumentado o pessimismo dos empresários em relação aos próximos meses. Em março, 58% dos donos de MPEs entrevistados achavam que o faturamento da empresa ficaria estável. Eram 55% em março do ano passado. 

Já os que preveem piora eram 12% em março ante 6% um ano antes. Em relação ao comportamento da economia brasileira, 46% esperam que a situação vai piorar --nível recorde de pessimismo da série histórica, iniciada em maio de 2005. O recorde anterior tinha sido registrado em fevereiro deste ano, quando 43% tinham essa expectativa.

A pesquisa Indicadores Sebrae-SP é realizada mensalmente, com apoio da Fundação Seade. São entrevistados 2.716 proprietários de micro e pequenas empresas do Estado de São Paulo, por mês. 

No levantamento, as MPEs são definidas como empresas de comércio e serviços com até 49 empregados e empresas da indústria de transformação com até 99 empregados, com faturamento bruto anual até R$ 3,6 milhões. Os dados reais apresentados foram deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), medido pelo IBGE.



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