Negócios

Índice de Estoques cresce 20,8% em maio


Apesar da expectativa de que o volume de produtos na loja fosse normalizado após o Natal, somente agora o quadro começa se ajustar no varejo


  Por Estadão Conteúdo 19 de Maio de 2017 às 17:09

  | Agência de notícias do Grupo Estado


O Índice de Estoques (IE) atingiu 105,6 pontos em maio, alta de 7% em comparação com abril e de 20,8% em relação a igual período do ano passado, de acordo com relatório da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

O crescimento foi motivado pela queda de 4,1 pontos percentuais no número de empresários que afirmaram estar com estoques acima do ideal na comparação com abril. 

No confronto com maio do ano passado, esse contingente foi 7,8 p.p. menor. Cerca de 32% dos empresários afirmaram em maio estar com os estoques acima do adequado, a menor proporção desde julho de 2015, segundo o relatório.

Já a parcela de empresários que consideram que seus estoques adequados atingiu 52,7%, ainda abaixo do histórico de antes de 2015, quando o indicador rondava os 60%.

Na análise da FecomercioSP, os diferenciais entre os estoques acima e abaixo caíram após permanecerem elevados por bastante tempo, mas a proporção de empresários com excesso de produtos nas prateleiras tem se mantido acima do esperado.

Apesar da expectativa de que os estoques fossem normalizados após o Natal, somente agora o quadro começa se ajustar, analisam os especialistas da entidade.

Essa redução, no entanto, só deve se sustentar, segundo o relatório, em um ambiente de crescimento mais rápido, com forte dose de conservadorismo por parte dos comerciantes ao projetarem novos pedidos e vendas.

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O Índice de Estoques é apurado mensalmente pela FecomercioSP, com informações de cerca de 600 empresários do comércio nos municípios da região metropolitana de São Paulo. O indicador vai de zero a 200 pontos, representando, respectivamente, inadequação total e adequação total. A marca dos 100 pontos é o limite entre inadequação e adequação.

IMAGEM: Thinkstock