São Paulo, 28 de Junho de 2017

/ Negócios

Cresce o emprego na indústria paulista
Imprimir

De janeiro a março, as fábricas abriram 13,5 mil vagas, invertendo resultado negativo do primeiro trimestre do ano passado

O nível de emprego da indústria de transformação paulista cresceu 0,45% em março, com a criação de 9,5 mil postos de trabalho, sem considerar os ajustes sazonais.

De janeiro a março, houve elevação de 0,62% com a abertura de 13,5 mil vagas, invertendo o resultado negativo (-1,33%) registrado no primeiro trimestre do ano passado.

Os dados são da Pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

De acordo com a federação, o crescimento foi puxado pelo segmento de açúcar e álcool.

“O resultado positivo de março mais que compensou a queda verificada em fevereiro. Essas oscilações são normais e mostram que o emprego tende a se estabilizar”, informou, por meio de nota, o gerente do Depecon, Guilherme Moreira.

Dos 22 setores pesquisados, oito ampliaram as contratações, 12 enxugaram o quadro e dois mantiveram a estabilidade.

Os maiores avanços ocorreram nas indústrias de coque, petróleo e biocombustíveis (7,31%) e de produtos alimentícios (2,47%).

Já os que mais fizeram cortes foram os setores de produtos diversos (-1,82%) e de impressão e reprodução de gravações (-0,98%).

INTERIOR

O levantamento mostra que as oportunidades de emprego estão mais concentradas no interior paulista, com alta de 0,82%, enquanto na região da Grande São Paulo houve queda de 0,53% no emprego.

Entre as regiões com melhor desempenho estão a de Piracicaba (3,13%), onde se destacaram empresas de produtos alimentícios, com alta de 11,47%, e de máquinas e equipamentos (1,3%).

Na região de Jaú, foi registrada alta de 2,98%, com destaque para o segmento de produtos alimentícios (6,41%) e de artefatos de couro e calçados (3,09%).

Na região de Limeira, o nível subiu 2,56%, puxado pelo segmento de produtos diversos (15,63%) e de coque, petróleo e biocombustíveis (8,09%).

Na região de Botucatu, o saldo entre contratações e demissões foi negativo em 1,58%, com forte retração no setor de produtos de metal (-40%).

Em Santa Barbara d’Oeste, o nível de emprego caiu 1,54%, com destaque para produtos de metal (-7,21%) e de borracha e plástico (-5,2%).

Em Sorocaba, houve redução de 1,49%, sendo que os principais setores com corte de pessoal foram máquinas e equipamentos (-16,74%) e produtos de metal (-5,21%).

LEIA MAIS: Vale do Paraíba deu o maior salto em empresas exportadoras

Foto: Thinkstock



Apesar do avanço, a confiança do brasileiro, medida pela ACSP, ficou estável, registrando 68 pontos

comentários

De acordo com os dados do IBGE, 642.138 postos de trabalho foram eliminados. O corte de vagas foi concentrado nos setores de vestuário, fabricação de veículos e fabricação de máquinas e equipamentos

comentários

Somente o setor de serviço empregou, em 2015, um total de 2,6 milhões de trabalhadores entre 50 e 64 anos

comentários