São Paulo, 23 de Julho de 2017

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Confiança de serviços cai 1,1 ponto em abril
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Já o índice de confiança da indústria subiu 0,5 ponto, de acordo com os dados da FGV

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) caiu 1,1 ponto na passagem de março para abril, para 84,2 pontos, na série com ajuste sazonal, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira, (28/04).

O resultado interrompe uma sequência de três avanços consecutivos.

"A primeira queda do ICS no ano parece sinalizar, antes de tudo, um ajuste na avaliação do setor sobre as condições de negócios. De maneira geral os indicadores permanecem em patamar historicamente baixo, e com distanciamento considerável nas avaliações sobre as condições correntes e futuras, o que sinaliza a possibilidade de o nível de atividade real se manter moderado nos próximos meses",afirmou Silvio Sales, consultor do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial

"Destaque-se ainda que a acentuação da queda dos indicadores de mercado de trabalho afeta particularmente este setor, que depende basicamente da demanda doméstica."

Houve piora em nove das 13 principais atividades pesquisadas em abril. O Índice de Situação Atual (ISA-S) subiu 2,2 pontos, para 76,6 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE-S) recuou 4,3 pontos, para 92,1 pontos.

INDÚSTRIA

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) subiu 0,5 ponto em abril ante março, alcançando 91,2 pontos, após subir 2,9 pontos no mês anterior.

Com o resultado, o índice manteve-se no maior nível desde maio de 2014 (92,2 pontos).

A alta na confiança industrial ocorreu em 11 de 19 segmentos pesquisados e resultou da combinação de melhores expectativas com suave piora nas percepções sobre a situação atual.

O Índice de Expectativas (IE) avançou 1,3 ponto, para 94,4 pontos, o maior nível desde abril de 2014 (96,9), e o Índice da Situação Atual (ISA) caiu 0,2 ponto, para 88,3 pontos.

A melhora das expectativas com a evolução do ambiente de negócios foi fundamental para a alta do IE no mês. O indicador subiu 3,3 pontos, para 97,2 pontos, o maior nível desde abril de 2014 (98,3).

Houve aumento da proporção de empresas prevendo melhora da situação dos negócios nos seis meses seguintes, de 30,7% para 39,7% do total, e queda na fatia das que preveem piora, de 11,0% para 10,4% do total.

No ISA, a queda foi determinada pelas avaliações do setor sobre o nível de demanda, que caiu 1,0 ponto entre março e abril, para 82,9 pontos, influenciado pela deterioração do mercado interno.

A parcela de empresas que avaliam a demanda como fraca subiu de forma mais intensa (36,9% para 45,7%) do que a elevação daqueles que avaliam a demanda como forte (6,2% para 8,3%).

FOTO: Thinkstock



O Indicador Antecedente Composto da Economia da Ibre/FGV caiu 1% entre maio e junho. O resultado mostra as incertezas com relação aos efeitos da crise política sobre o desempenho econômico

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IPCA fechou o mês de junho com deflação de 0,23%, a primeira registrada em 11 anos. O resultado ficou 0,54 ponto percentual acima dos 0,31% de maio

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Preços de serviços, por exemplo, tiveram altas expressivas. Teatro subiu 14,85%, show musical, 12,07%, e cinema, 6,47%

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