São Paulo, 21 de Julho de 2017

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Como fazer com que seus fracassos acelerem seu futuro sucesso
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Quatro formas para encarar os tombos de frente e se recuperar consistentemente

A ideia de negócio do norte-americano Jordan Nemrow parecia boa: um aplicativo pelo qual artistas poderiam fazer liquidações de  suas músicas diretamente para os consumidores. Na prática, o Zillionears.com não decolou, por falhas da empresa, pelo fato de os sócios da empresa desconhecerem o mundo musical e porque os fãs preferem os canais mais consolidados ou gratuitos.

Sem rodeios, Nemrow escreveu em seu blog que o Zillionears faliu porque  “as pessoas realmente não gostavam de nada do nosso produto”. O post  confessional  teve 100 mil acessos em um único fim de semana. O aplicativo, que havia tido em sua história 100 interessados, recebeu em dois dias 10 mil visualizações.

O sucesso tardio de nada adiantou. A Zillioners já havia quebrado. Mas o exemplo ilustra bem a tendência de se tratar o fracasso, quase inevitável no empreendedorismo, de forma mais aberta.  Encarar de frente as falhas é considerado atualmente uma forma de acelerar o progresso.

A canadense Ashley Good fundou a Fail Forward, para ensinar empreendedores a fracassar de forma inteligente. Parece estranho, mas a premissa dela é que o fracasso é e continuará a ser péssimo – mas não detectá-lo é muito pior.

A partir dos exercícios e relatórios de fracassos com os quais a Fail Forward trabalha, é possível extrair quatro principais recomendações para uma recuperação sábia e consistente:

 

Ilustração: Odilon Queiroz

O fato de você fracassar não significa que você é um fracasso. É preciso separar objetivamente o que te define do que aconteceu pontualmente em um momento da vida. As pessoas mais brilhantes erram o tempo todo.

 

Ilustração: Odilon Queiroz

Em vez de resolver o problema da maneira que dá e seguir em frente, aprenda profundamente com seus fracassos, com perguntas como: “Quais eram as premissas iniciais?”, “Por que elas surgiram?”, “O que havia de errado nelas?”.  

 

Ilustração: Odilon Queiroz

É interessante ouvir os outros. Cada pessoa vai ter uma história diferente a contar. Além de ter outras perspectivas que ajudam a entender o que aconteceu, dividir os momentos ruins pode ajudar a encarar o fracasso objetivamente – e a superar as emoções negativas.

 

Ilustração: Odilon Queiroz

Ou não. Talvez esse não seja seu negócio, sua área de atuação, ou mesmo você não tenha nascido para empreender, e tudo bem. Seja qual for sua decisão, é essencial ter uma. E seguir em frente.



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