São Paulo, 01 de Outubro de 2016

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Comércio recua na primeira quinzena de maio
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Levantamento da ACSP mostra queda de 2,7% nas vendas do varejo paulistano em comparação a igual período de 2014. Como era esperado, o Dia das Mães desapontou

As vendas do comércio varejista da cidade de São Paulo recuaram 2,7% na primeira quinzena de maio quando comparadas a igual período do ano passado. A informação, trazida pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), mostra que o resultado do Dia das Mães – comemorado sempre no segundo domingo de maio - foi pior do que o alcançado em igual data de 2014.

Para Alencar Burti, presidente a ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), a desaceleração deve se intensificar até o final do mês. “Esses recuos se devem, principalmente, ao cenário de aumento dos juros, restrição ao crédito, queda da massa salarial e elevação de tarifas, diminuindo o poder aquisitivo do consumidor”, diz Burti.

Desmembrando o resultado da primeira quinzena é possível observar que as vendas a prazo, que costumam ser de valor maior, recuaram 3%. Já entre as vendas à vista a queda foi de 2,4%.

Se comparadas à primeira quinzena de abril, as vendas nos 15 primeiros dias de maio avançaram 37,5%. A comparação entre meses não pode ser vista como animadora porque o Dia das Mães, considerada a segunda melhor data para o varejo – depois do Natal -, distorce a os resultados. 

“Embora o aumento entre as quinzenas de maio e abril pareça expressivo, ele não se sustenta em tempos de crise, até mesmo porque as vendas costumam despencar após as datas festivas”, explica Burti.

Ainda assim, quando o resultado é desmembrado, é possível observar que as vendas à vista – de menor valor – predominaram, com alta de 53,1% em maio na comparação com abril.

Para Emílio Alfieri, economista da ACSP, isso confere com o retorno dado pelos varejistas sobre suas vendas no Dia das Mães, que ficaram concentradas em eletroportáteis, como processadores de alimentos, liquidificadores, além de produtos de higiene e beleza e vestuários. 

Na comparação entre a primeira quinzena de abril com igual período de maio as vendas a prazo avançaram 22%.

 



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