São Paulo, 24 de Abril de 2017

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Brasil derruba todos os embargos à carne brasileira no mundo
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Após sofrer restrições por causa da doença conhecida como mal da vaca louca em 2012, o produto agora tem potencial para incrementar as exportações do agronegócio em R$ 1,9 bilhão ao ano

O Brasil conseguiu, em 2015, derrubar 100% dos embargos à carne bovina brasileira no mundo, impostos por vários países em 2012 depois de um caso atípico da doença conhecida como mal da vaca louca. A informação foi divulgada nesta terça-feira (15/12) pela ministra da Agricultura, Kátia Abreu, durante coletiva de apresentação do balanço das ações do ministério em 2015.

Neste ano, o Brasil reabriu os mercados da China, Argentina, do Iraque, Irã, Japão e da Arábia Saudita e conquistou pela primeira vez a Coreia do Norte, os Estados Unidos e Mianmar. 

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Além disso, ampliou o comércio de carne bovina com a Rússia. Segundo Kátia Abreu, com essas medidas, as exportações brasileiras do agronegócio têm potencial de aumentar US$ 1,9 bilhão ao ano, o que representa 11,3% do total das exportações do agronegócio.

Além da abertura de mercados, a ministra destaca também, como avanços este ano, a modernização do Ministério da Agricultura em termos de processos, eficiência, economia e deslocamento de recursos para a área-fim e os avanços na defesa agropecuária.

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“Os recursos da defesa agropecuária não foram contingenciados e o orçamento ampliado em quase 30% para defesa no ano que vem. Isso não tem preço para um país de clima tropical, onde as pragas e doenças se proliferam por minuto”, disse.

A meta do ministério é ampliar em 2,3% a participação do Brasil em todo o comércio exterior, saltando de 7,7% (equivalente a US$ 68,4 bilhões) para 10%.

Para isso, continuará investindo em negociações com os 22 principais mercados internacionais que, juntos, representam 75% da atividade comercial mundial.

Para 2016, uma das prioridades do ministério é ampliar as parcerias para a pesquisa e inovação, para criar uma aliança nacional visando à inovação no setor.

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“Queremos buscar recursos para dar independência aos pesquisadores. Não estamos dispensando recursos públicos, mas queremos mais que isso. Queremos instrumentos como a empresa que será criada, subsidiária da Embrapa, para fazer negócios com as empresas daquilo que for pesquisado, para reverter para a própria pesquisa”, disse a ministra.

A ministra ressaltou ainda a importância da aprovação, em 2016, da Lei Agrícola Brasileira.

“O cronograma é enviar para o Congresso Nacional até o mês de agosto. Será uma lei plurianual que vai fazer com que o Brasil seja reconhecido como um país profissional da agricultura”, disse.

FOTO: Thinkstock

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