São Paulo, 30 de Setembro de 2016

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A três dias da data das mães, indecisão sobre presentes
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A economia fraca, a renda que já não acompanha a inflação e o receio de perder o emprego devem fazer o consumidor colocar o pé no freio na segunda melhor data para o varejo

Mais da metade dos brasileiros (52%) não pretende comprar presente no Dia das Mães, que acontece no próximo domingo, revela levantamento feito em abril pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) em parceria com o Instituto Ipsos. A data é, tradicionalmente, a segunda melhor para as vendas do varejo, atrás apenas do Natal.

A crise econômica tem influenciado na decisão de compra do consumidor. No ano passado, para essa mesma data, 44% dos entrevistados informaram que nada comprariam.

Mesmo entre aqueles que pretendem presentear as mães, 22,9% afirmam não saber o que irão comprar. O número de indecisos era bem menor no ano passado, de apenas 8,3%.

“Isso significa que os lojistas podem apostar em promoções e marketing para atrair e cativar os consumidores de última hora”, afirma Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Os itens mais procurados para presentear as mães estão entre aqueles de menor valor agregado. Roupas e calçados representam 41% da intenção de compra dos brasileiros para a data. Bijuteria e cosméticos, 18,8%. 

Já itens de maior valor, como eletrodomésticos, foram apontados na pesquisa por apenas 6,3% dos entrevistados. Em igual data do ano passado 9,8% dos consumidores desejavam presentear suas mães com eletroeletrônicos.

APERTANDO O CINTO

Para a Fundação Getúlio Vargas (FGV) a inflação elevada, o medo de perder o emprego e a menor renda disponível para os brasileiros deve tornar o Dia das Mães de 2015 o mais magro dos últimos nove anos. 

Mais de um terço das famílias pretende gastar menos com a data neste ano, de acordo com levantamento da FGV. Ao todo, 39% dos consumidores planejam diminuir gastos com presentes para as mães, enquanto apenas 6% devem ampliar o orçamento. São os piores resultados da série iniciada em 2007 (excluindo 2011, quando a pesquisa não foi realizada).

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"Os consumidores estão achando que o desemprego pode aumentar. Além disso, já estão com a renda comprometida, e a confiança na economia é baixa", avalia o superintendente adjunto de Ciclos Econômicos da FGV, Aloisio Campelo.

*Com informações do Estadão Conteúdo

 



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