São Paulo, 25 de Setembro de 2016

/ Leis e Tributos

Impostômetro chegará à marca de R$ 900 bilhões 12 dias antes
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Tarifaço e aumento da carga tributária aceleram a contagem do Impostômetro, da Associação Comercial de São Paulo

Nesta terça-feira (09/06), o painel que mede os impostos pagos pelo contribuinte ao longo do ano deverá bater os R$ 900 bilhões – 12 dias mais cedo do que em 2015. Neste ano, os impostos estão pesando mais no bolso do consumidor e é exatamente isso que acelera o painel da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

A expectativa da ACSP é que no fim do ano o Impostômetro ultrapasse a marca de R$ 2 trilhões. "Não adianta aumentar a arrecadação se não houver retorno para as pessoas. O mais grave de tudo é que, além de ter uma carga tributária altíssima, o Brasil não investe em infraestrutura, saúde, educação e outras áreas importantes para os seus cidadãos", critica Alencar Burti, presidente da ACSP e da Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo).

No primeiro ano de operação, em 2005, o painel mostrava que no último dia de dezembro os governos federal, estaduais e municipais tinham arrecadado R$ 732,8 bilhões em tributos. O que o Impostômetro registrou desde então foi o crescimento progressivo desse valor, que, uma década depois, deve chegar próximo aos R$ 2 trilhões.  

DIA DOS NAMORADOS

Os impostos também tirarão o charme do Dia dos Namorados neste ano. De acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), a carga de alguns itens pode chegar a quase 80%. É o caso dos perfumes importados, tributados em 78,99%.

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Outras cargas que também chamam a atenção são de produtos como champagne (59,49%), maquiagem importada (69,53%), maquiagem nacional (51,41%), óculos de sol (44,18%), relógio (53,14%) e perfume nacional (69,13%). 

NOVA METODOLOGIA

As comparações entre os números de 2015 e do ano passado já contemplam a nova metodologia do Impostômetro. Em maio desse ano, a ferramenta mudou a forma de medição, em função da metodologia do cálculo do PIB implementada em março pelo IBGE.

Os valores exibidos pelo painel passaram a considerar novos dados de arrecadação de Imposto de Renda Retido dos funcionários públicos estaduais e municipais e novas taxas e contribuições federais. Também foram incluídas arrecadações de municípios que não estavam sendo informadas à Secretaria do Tesouro Nacional.

* Com Estadão Conteúdo



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