São Paulo, 11 de Dezembro de 2016

/ Leis e Tributos

"A Prefeitura foi sensível, mas ainda assim é um aumento"
Imprimir

Foi como Rogério Amato, presidente da Associação Comercial de São Paulo, comentou a trava colocada no reajuste do IPTU, após manifestação de 13 entidades

Rogério Amato, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), comentou nesta sexta-feira (19), a aprovação, pela Câmara Municipal de São Paulo, da redução do reajuste do IPTU em 2015. "Não somos contra o IPTU", afirmou. "O problema é a capacidade contributiva: ninguém mais aguenta pagar imposto. No fim quem paga por tudo isso não é só o comerciante mas também a própria população." 

Segundo Amato, o comércio paulistano, de modo geral, está sujeito a problemas do trânsito, à implantação de faixas de ônibus e de bicicleta. Ele lembrou que as principais entidades empresariais de São Paulo estiveram juntas na mobilização pelo reajuste menor. "Isso tudo foi levado à Prefeitura, que foi sensível à situação e fez com que a alíquota tivesse uma trava. Ainda assim é um aumento – portanto ainda é muito difícil”, afirma Amato.

Um conjunto de 13 entidades, entre elas a ACSP (Associação Comercial de São Paulo), enviou na quarta-feira (17/12) carta aos vereadores paulistanos, em que pondera sobre as dificuldades de empreendedores e a população em arcarem com a correção do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) planejada pela Prefeitura.

As entidades  afirmam que os estabelecimentos comerciais paulistanos registram queda no faturamento de 3,8% em outubro, em comparação ao mesmo mês de 2013 – o que já afeta o emprego no setor, com uma queda 10%, segundo o Dieese.

Além da ACSP, assinaram a carta a Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de S. Paulo), o Secovi-SP (Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais do Estado de S. Paulo), a Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers), a Assobrav (Associação Brasileira dos Distribuidores Volkswagen), a Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping), IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo), a Fesesp (Federação de Serviços do Estado de S. Paulo), o Sescon-SP (Empresas de Serviços Contáveis, Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas), a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), Sincodiv (Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos no Estado de S. Paulo) e Abanaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção).

 



Resultado abre espaço para uma redução menos “tímida” da taxa de juros por parte do Banco Central, segundo economistas da ACSP

comentários

Em 12 meses, o resultado ficou em 6,99%, ainda muito acima do teto da meta estipulada pelo governo, de 6,5%

comentários

Na última reunião plenária do ano realizada pela ACSP, os empresários lamentaram as baixas de 2016, mas demonstraram expectativas positivas para o próximo ano

comentários