São Paulo, 26 de Setembro de 2016

/ Leis e Tributos

"A Prefeitura foi sensível, mas ainda assim é um aumento"
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Foi como Rogério Amato, presidente da Associação Comercial de São Paulo, comentou a trava colocada no reajuste do IPTU, após manifestação de 13 entidades

Rogério Amato, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), comentou nesta sexta-feira (19), a aprovação, pela Câmara Municipal de São Paulo, da redução do reajuste do IPTU em 2015. "Não somos contra o IPTU", afirmou. "O problema é a capacidade contributiva: ninguém mais aguenta pagar imposto. No fim quem paga por tudo isso não é só o comerciante mas também a própria população." 

Segundo Amato, o comércio paulistano, de modo geral, está sujeito a problemas do trânsito, à implantação de faixas de ônibus e de bicicleta. Ele lembrou que as principais entidades empresariais de São Paulo estiveram juntas na mobilização pelo reajuste menor. "Isso tudo foi levado à Prefeitura, que foi sensível à situação e fez com que a alíquota tivesse uma trava. Ainda assim é um aumento – portanto ainda é muito difícil”, afirma Amato.

Um conjunto de 13 entidades, entre elas a ACSP (Associação Comercial de São Paulo), enviou na quarta-feira (17/12) carta aos vereadores paulistanos, em que pondera sobre as dificuldades de empreendedores e a população em arcarem com a correção do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) planejada pela Prefeitura.

As entidades  afirmam que os estabelecimentos comerciais paulistanos registram queda no faturamento de 3,8% em outubro, em comparação ao mesmo mês de 2013 – o que já afeta o emprego no setor, com uma queda 10%, segundo o Dieese.

Além da ACSP, assinaram a carta a Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de S. Paulo), o Secovi-SP (Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais do Estado de S. Paulo), a Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers), a Assobrav (Associação Brasileira dos Distribuidores Volkswagen), a Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping), IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo), a Fesesp (Federação de Serviços do Estado de S. Paulo), o Sescon-SP (Empresas de Serviços Contáveis, Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas), a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), Sincodiv (Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos no Estado de S. Paulo) e Abanaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção).

 



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