Leis e Tributos

Argentina deve ser o primeiro parceiro no Simples Internacional


Proposta é reduzir a burocracia e os custos das exportações das micro e pequenas empresas


  Por Agência Sebrae 31 de Agosto de 2016 às 15:49

  | Informações do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena empresa


O presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, esteve reunido com o futuro embaixador do Brasil na Argentina, Sérgio Danese, para tratar da criação do Simples Internacional. A intenção é que o primeiro país parceiro nesse projeto seja a Argentina.

A proposta do Simples Internacional é permitir a ampliação das exportações de micro e pequenas empresas brasileiras, o aumento do intercâmbio comercial e a redução de custos e de tempo das operações. 

“A globalização ainda não chegou nos pequenos negócios. Eles têm uma enorme barreira de custos de exportações que são intransponíveis. O Simples Internacional irá derrubar essas barreiras. Queremos começar pela Argentina. Somos países com economias complementares”, afirmou o presidente do Sebrae. 

Ele ressaltou que exportar para a Argentina deve ser tão fácil quanto vender para um estado brasileiro e que o Simples Internacional permitirá isso.

O futuro embaixador Sérgio Danese destacou que a adoção do Sistema de Moeda Local (SML) será um importante mecanismo para derrubar as barreiras que dificultam as exportações e que esse deve ser um dos pilares desse sistema. 

MOEDA LOCAL

De acordo com ele, o Sebrae fará a divulgação desse sistema. “O Sebrae tem uma capilaridade que pouca gente tem. Para o pequeno, essa pode ser a chave para ele resolver os problemas que têm para exportar”, disse Danese. 

O SML é um sistema de pagamentos que permite que remetentes e destinatários, nos países que integram o sistema, façam e recebam pagamentos de transações comerciais em suas respectivas moedas. 

O Sistema já pode ser utilizado para operações comerciais realizadas entre o Brasil e a Argentina e também com o Uruguai. 

O Simples Internacional propõe a simplificação dos procedimentos necessários para exportar, sejam eles burocráticos, tarifários, logísticos e de meio de pagamentos. 

Ele será o responsável por realizar toda a tramitação burocrática para a exportação do pequeno empresário, como licenciamento, despacho aduaneiro, consolidação de carga, seguro, câmbio, transporte e armazenagem. 

IMAGEM: Thinkstock