São Paulo, 27 de Setembro de 2016

/ Inovação

Os 4 maiores desafios da inovação
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Nunca se falou tanto sobre inovação. Ainda assim, continua difícil para a maior parte das empresas fazer essa palavra mágica virar realidade – saiba onde depositar suas energias

Antes mesmo do ambiente econômico piorar, a inovação já estava no centro das atenções das empresas. Agora, com um cenário extremamente desafiador – comércio e serviços já dão claros sinais de desaceleração – a necessidade de “se reinventar” é mais que um chavão. Inovar é questão de sobrevivência.

Em momentos de crise, é necessário cautela, claro. Não significa, contudo, deixar tudo em compasso de espera. O consultor Valter Pieracciani, especialista em inovação, ressalta que ambientes econômicos complexos abrem espaço para uma “bateria de oportunidades”. “Crise hídrica, crise elétrica e crise econômica formam o cenário perfeito para se pensar em novas formas de trabalhar”, diz.

Veja os quatro maiores desafios para empresas que querem continuar evoluindo rapidamente mesmo se o mercado encolher.

1 – Seja rápido

Para Pieracciani, a velocidade na inovação, muitas vezes, é mais importante que o valor agregado embutido no produto ou serviço. “Vivemos momentos de altíssima ansiedade do público consumidor. Por isso, é importante que as novidades venham em ritmo capaz de acompanhar as aspirações do cliente”, afirma. “É uma corrida maluca. Quem chegar primeiro leva.”

É claro que ninguém está aconselhando você a sair correndo sem planejamento ou estratégia. A questão aqui é o encurtamento e a dinamização dos processos. Entre os atalhos, está a formação de grupos pequenos, que possam criar protótipos de produtos ou serviços para serem testados em pequena escala no seu mercado. 

“É como criar uma startup dentro da empresa, para um projeto ou produto específico”, diz Pieracciani.

2 – Não tenha medo de errar

E por falar em startup, uma das principais características das startups que crescem rapidamente é a ousadia – e capacidade de tolerar o erro. Por isso, não se renda à aversão ao risco. Quando um projeto é rapidamente testado em pequena escala, os erros são mais facilmente identificados e os prejuízos decorrentes de falhas são menores. Além disso, há de se considerar risco da espera: se você pesquisa demais, estuda demais e não põe o produto na rua rapidamente, corre o risco de ser atropelado pela concorrência.

Entre as empresas de crescimento mais rápido, segundo levantamento da Inc., 17% acreditam que é a aceitação do erro que torna a inovação viável. Pieracciani concorda: “importante é errar rápido e aprender com o erro na mesma velocidade”. “Não há inovação sem apetite a risco”, diz.

3 – Escolha as pessoas certas

O mesmo levantamento da Inc. aponta que 41% das empresas que crescem muito rápido vê nos talentos contratados a principal fonte da capacidade de inovação da empresa. Faz sentido: novas pessoas trazem oxigênio e ideias para empresas que, muitas vezes, estão com seus procedimentos “viciados”. 

No entanto, de nada adianta lotar o escritório de gênios para entupi-los de funções rotineiras operacionais. Para inovar é preciso ter tempo para observar o negócio de fora e refletir sobre ele. “A empresa quer inovar, mas todos estão tão sobrecarregados com o trivial, com as entregas que já foram prometidas, que não sobra tempo para uma análise de oportunidades”, diz Pieracciani.

4 – Acompanhe as mudanças

Todo mundo tem um pouco de saudosismo e nostalgia, mas deixe de lado a mania de pensar que “naquela época era melhor”. A velocidade das mudanças em todos os mercados é assustadora e, por isso mesmo, quem titubear fica para trás. O levantamento da Inc. aponta que, para metade das 500 empresas que crescem mais rápido, mais de 75% do faturamento vêm de produtos ou serviços inseridos no portfólio nos últimos três anos. 

Se sua empresa está bem neste momento, saiba que nenhum jogo está ganho. Segundo pesquisa da revista americana Inc., a maioria das empresas não está “reinventando a roda, mas melhorando-a”. 

Entre os 500 executivos de empresas entrevistados no levantamento, 64% afirmam pegar um produto ou serviço já existente e trazer melhorias inovadoras. Para 18% das empresas pesquisadas, o melhor caminho de inovar é perguntar para o cliente o que ele gostaria de ver no produto.



A fundação está em busca de ideias inovadoras. Os interessados têm prazo até 31 de outubro para apresentar propostas

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