São Paulo, 23 de Fevereiro de 2017

/ Inovação

As vantagens de conviver em um coworking de empreendedores
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Para manter vivo o espírito de startup, a mineira Samba Tech, especializada em transmissão de vídeos online, participa do Cubo – espaço mantido pelo Itaú que reúne negócios emergentes de tecnologia

Manter uma cultura de agilidade e risco, típica de startups, fascina muitas empresas – principalmente aquelas em que segurança e a estabilidade se fizeram necessárias por meio de processos rígidos. 

Mas atuar como um negócio pequeno quando já fatura centenas de milhões de reais é missão para poucas. Uma dessas empresas é a mineira Samba Tech, que desenvolve tecnologia para distribuição de vídeos on-line. 

Há um ano, a equipe comercial da Samba Tech, instalada em São Paulo, trocou um escritório próprio num prédio comercial por uma sala no Cubo, coworking que acolhe startups. O local é mantido pelo Itaú e Redpoint eEventures, empresa de capital de risco. 

Embora o prédio de estrutura de metal e vidro também abrigue uma equipe da multinacional Saint-Gobain, o foco é mesmo ser um lar para startups.

Por lá, há mais de cinquenta pequenos negócios de tecnologia. Grande parte com empreendedores alocados lado a lado em mesas apinhadas de post-its, blocos de anotações e notebooks. 

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A Samba Tech se destaca entre as empresas porque já deixou de ser uma startups há muitos anos.

Fundada em 2004, pelo empreendedor Gustavo Caetano, hoje a empresa possui mais de 100 funcionários e atua em diferentes países da América Latina.

Em 2014, foi eleita uma das dez empresas mais inovadoras da América Latina pela revista americana Fast Company.

E por que a empresa foi parar num coworking a esta altura do negócio? 

A resposta quem dá é Everton Alves, diretor financeiro da Samba Tech e responsável pela equipe de oito funcionários que atua no Cubo.

Em suas palavras, participar de um coworking mantém viva a típica cultura de startups na Samba Tech.

“Participar do ecossistema das startups e ver diariamente o brilho nos olhos de quem está começando nos serve de inspiração”, afirma Alves. 

De acordo com Alves, a sinergia proporcionada pelo espaço tem muito a ver com compartilhamento e constantes interações.

ALVES, DA SAMBA TECH: PARCERIAS E NOVOS CLIENTES CRIADOS DENTRO DO COWORKING

Frequentemente, o Cubo convida executivos de grandes empresas para participarem de pitchs com empreendedores.

Já houve apresentações para Porto seguro, KPMG, Atacadista Martins, Leroy Merlin e Accenture, que também é patrocinadora do Cubo. 

Nesses encontros, que costumam acontecer mensalmente, as startups apresentam seus produtos e serviços e comentam sobre suas aspirações.

O momento também serve para os próprios empreendedores se interarem sobre as atividades de seus vizinhos. 

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A interação entre os próprios residentes é outro ponto-chave. A Samba Tech ainda é mais beneficiada pelo fato do Cubo abrigar empresas do San Pedro Valley, comunidade que reúne startups, investidores, incubadoras e aceleradoras da região metropolitana de Belo Horizonte. 

Boa parte dessa interações entre os empreendedores se dá às sextas-feiras, quando o terraço do Cubo se torna palco de happy hour.

Entre um gole e outro de cerveja, há troca de informações sobre negócios e desafios de mercado – e a indicação de clientes e parcerias se torna natural. 

FACHADA DA SALA DA SAMBA TECH NO CUBO

Em julho passado, a startup Ponte 21, que presta consultoria em inovação e prototipagem para empresas, indicou a Samba Tech para um projeto na Escola de Você, empresa que oferece cursos online para mulheres e que tem como sócia a jornalista Ana Paula Padrão. 

A Ponte 21 estava desenvolvendo a programação da nova plataforma da Escola de Você. A startup enxergou na Samba Tech o parceiro ideal para o suporte de vídeos, que, até então, era feito por meio do site de compartilhamento de vídeo Vimeo, similar ao You Tube. 

Outra parceria fomentada dentro do Cubo foi com a RD Station, startup de Florianópolis com equipe dentro do coworking.

A RD Station desenvolve softwares de funil de vendas, muito usados em marketing digital por empresas com atuação online.

As duas empresas se uniram para criar e-books de conteúdo, como Tendências de Vídeos Online, que podem ser baixados gratuitamente. O material é assinado por ambas. 

A tática, chamada de inbound marketing, serve para coletar dados cadastrais de potenciais clientes (leads).

“A RD Station e a Samba Tech oferecem produtos complementares”, afirma Alvez. “Então, atingimos o mesmo público e podemos compartilhar clientes.”

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INFRAESTRUTURA 

A Samba Tech foi convidada para participar do Cubo por Flavio Pripas, diretor do coworking ligado ao Itaú. 

Para a instituição financeira , manter parceria com startups é uma maneira de estar perto de inovações tecnológicas que podem ter impacto em sua área de atuação – principalmente aquelas oriundas das fintechs, como são conhecidas as startups de tecnologia de serviços financeiros.

Neste caso, é melhor se aliar ao negócio enquanto ainda é nascente do que correr o risco dele se tornar um concorrente de peso, como o Nubank. 

Atualmente, para participar do Cubo, a Samba Tech paga uma mensalidade que gira entre R$ 7 mil e R$ 8 mil reais – o valor é mais barato do que o aluguel do antigo escritório próprio. 

O preço é ainda mais atrativo por contemplar todos os custos com infraestrutura e administração predial, como internet e reposição de itens básicos, como água e produtos de higiene.

“Enquanto o espaço comportar nossa equipe, que pode crescer no próximo ano, vamos continuar no Cubo”, diz Alves. “O ambiente tem se mostrado promissor.”

FOTOS: Divulgação 



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