São Paulo, 07 de Dezembro de 2016

/ Gestão

Estender a mão é a melhor ferramenta de retenção
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Compreender as relações de trabalho como uma troca baseada principalmente nas emoções faz toda a diferença quando se trata de conquistar a lealdade dos colaboradores

Pense em um amigo.

Aquele com quem você pode contar. Para buscar no aeroporto, pedir um conselho ou uma orientação. Aquele que fica contigo quando alguém querido vem a falecer e sempre pergunta se você está precisando de algo.

Aquele que te lembra de viver a vida melhor, cuidar do corpo e comer direito. Aquele do qual você sabe mais que o nome, a comida preferida, o time do coração: aquele pra quem você se DOA a qualquer momento, em qualquer circunstância, não importa a situação.

Um estudo feito na Universidade de Oxford entre 2010 e 2011 afirma que o nosso cérebro é capaz de administrar até 150 amigos ao mesmo tempo, divididos em círculos de 5, 15, 50 e 150 pessoas, com níveis diferentes de profundidade.

Isso é antigo: Aristóteles afirmava que cinco era o número ideal de amigos verdadeiros. Segundo o estudo, 15 são os amigos próximos, para quem você realmente dedica atenção, e 50 é o que a maioria de nós possui em agrupamentos diferentes – semelhante a grupos de caça (mas acho que ninguém lembra).

E o que isso tem a ver com RH?

O ser humano é um bicho criado para o pertencer.

Gratidão, muitas vezes, é a força motriz que te faz agir em benefício do outro. Companheirismo e senso de grupo são fundamentais para que algo seja construído.

Pagar um bom salário, ter bons benefícios e uma promissora trilha de carreira podem, sim, fazer a diferença. E devem, sim, estar no rol de prioridades da sua empresa.

Só quero dividir com você um pedaço do pulo do gato: profissionais não possuem uma chave comutadora que muda, automaticamente, para o modo “trabalho” ao bater o ponto de entrada.

Depois que entram na empresa, levam seus problemas, ansiedades e tudo o mais que for humano junto com eles. NÓS somos assim. 

Então, o que vai fazer a diferença mesmo, de verdade, é a demonstração de que você SE IMPORTA, como faria com um amigo. Se esse for um sentimento genuíno, claro. Demonstrar interesse e oferecer ajuda, dentro do que for possível, porque empresa privada não pode abrir mão, por exemplo, de lucratividade pra fazer caridade. Não estamos falando disso.

Estender a mão não é assumir o problema do funcionário. Não é passar a mão na cabeça. É, simplesmente, estar presente na dificuldade dele, como você gostaria que ele estivesse presente na sua e de sua empresa. Porque, afinal, é uma relação de TROCA.

Funcionários, por acaso, são seres humanos. Nunca é demais lembrar. E você, como empreendedor, deveria ocupar, pelo menos, uma cadeira entre os 15 primeiros relacionamentos da vida deles. Vale a pena e não precisa de muito. Mas isso é assunto pra uma próxima conversa.



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