São Paulo, 26 de Fevereiro de 2017

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Ambev decide repassar a inflação aos preços
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Companhia deve investir no segmento premium para que a receita líquida tenha maior crescimento que a inflação

O diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Ambev, Nelson Jamel, afirmou que a companhia continua a manter sua estratégia no Brasil de repassar aos preços dos produtos a inflação e qualquer aumento de impostos. Ele participou de teleconferência com analistas e investidores na semana passada.

O executivo foi questionado sobre a entrada em vigor em maio do novo modelo tributário para o setor de bebidas frias. "Não comentamos sobre nossa estratégia de preços porque é uma informação sensível, mas a estratégia continua a se ter os preços em linha com a inflação e somado a mais algum aumento de impostos", disse Jamel.

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Analistas afirmam que o último aumento de preços realizado pela Ambev ocorreu no quarto trimestre de 2014 e já teria antecipado algum possível efeito de aumento de carga tributária sob o novo modelo. Apesar do comentário, Jamel destacou pouco antes que a estratégia principal da companhia para fazer com que a receita líquida cresça acima da inflação é a aposta no segmento de cerveja premium.

"O que vemos é o crescimento do preço em linha com a inflação e aumento da receita líquida impulsionado pelo mix de produtos premium", disse o executivo. "Os resultados que obtivemos no primeiro trimestre nos dão razão para acreditar que essa é uma boa fórmula", completou.

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O executivo disse ainda que as cervejas premium corresponderam a 8% do volume de cerveja no Brasil no primeiro trimestre. De acordo com ele, a expectativa da companhia é de que esse número cresça. "O modelo de negócios que construímos é para ir ainda mais além no segmento premium, ele vai continuar liderando nosso caminho", afirmou.



Apesar disso, a crise fez a média dos preços crescerem ao longo de 2016, em especial na primeira metade do ano

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Mas o ritmo da alta foi menor do que a observada em 2015, quando a inflação nesse segmento avançou 11,3%

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O preço da alimentação fora de casa subiu 0,69% e, de alimentos para consumo no domicílio, 0,17%, de acordo com o IBGE

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